Em 1977, escassos três anos após a Revolução de Abril, a Esquerda estava de pedra e cal, na Constituição, no regime económico e principalmente na mentalidade ambiente em Portugal. Os media todos por conta e por isso descansados por uns anos, enquanto a economia e o país real apertava o cinto e afivelava crise atrás de crise económica com uma inflacção a subir sempre em direcção à especulação e aos lucros dos pequenos empresários que viriam a integrar a economia paralela e certos grupos que agora dão cartas na construção civil e obras públicas.
Em 25.11.1977, Álvaro Cunha estava confiante nas "conquistas de Abril":

Isso apesar de em artigos dispersos ( aqui um de José Augusto Seabra no O Jornal de 23.9.77) se discutir abertamente a natureza do comunismo e do marxismo em geral. O artigo respiga ideias doutras publicações estrangeiras, mas o assunto era música para os comunistas que juravam aplicar em Portugal uma receita própria, diversa dos países da cortina de ferro ( expressão do antigamente e cuja adopção é apropriada).

Ainda assim, contra a corrente geral e os media quase em uníssono, de vez em quando aparecia um grito no deserto. Aqui o de Vasco Pulido Valente, no jornal A Tarde de Victor Cunha Rego. O artigo sobre a Esquerda podia ter sido escrito hoje, mas é de 17.11.1982.