quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um inquérito para inglês ver

Perante esta notícia de hoje que nos informa que 30 figuras de topo ( incluindo o PGR) tomaram conhecimento dos factos que integram indícios de um crime público que agora vai ser investigado formalmente, o que dizer sobre o inquérito instaurado e dirigido pelo DCIAP ( ao contrário do que seria habitual e corrente porque esta entidade não investiga crimes deste género com molduras penais até um ano de prisão)?

Este inquérito surge, aparentemente, por pressão mediática, mesmo depois de se saber que tem todas as probabilidades de não conduzir a qualquer acusação e muito menos a qualquer condenação.

Só não é um acto inútil porque permite alimentar o circo mediático e questionar a razão pela qual não foram abertos outros inquéritos que se impunham por maioria de razão e por factos amplamente divulgados no mesmo circo mediático. Mas ainda vai a tempo...pelo que se deve questionar também se não vão ser abertos inquéritos por factos idênticos e de natureza ainda mais grave. Afinal, conduzir um país à bancarrota, em dois tempos, será bem mais grave do que esconder mil milhões de euros da contabilidade pública...

Por isso mesmo talvez seja razão para questionar se o MºPº tem de andar a toque de caixa mediático e nesse caso se deve escolher os toques ou afianr o diapasão da igualdade de todos perante a lei, sem princípios de oportunidade que lhes valham.

1 comentário:

Floribundus disse...

coisas más:
boi doentche
cervêja quente
muié da gentche

coisas boas:
boi na invernada
cervêja gelada
muié pêláda

A viagem da Apolo 11 nos media