

O que já não dispensará comentários é este texto com um pouco mais de 10 anos, escrito pelo ternuroso da direita a propósito do ternurento da esquerda, com passagens como esta:
"Em minha opinião, Mário Soares nunca foi um verdadeiro democrata. Ou melhor é muito democrata se for ele a mandar. Quando não, acaba-se imediatamente a democracia. À sua volta não tem amigos, e ele sabe-o; tem pessoas que não pensam pela própria cabeça e que apenas fazem o que ele manda e quando ele manda. Só é amigo de quem lhe obedece. Quem ousar ter ideias próprias é triturado sem quaisquer contemplações.
Algumas das suas mais sólidas e antigas amizades ficaram pelo caminho quando ousaram pôr em causa os seus interesses ou ambições pessoais.Soares é um homem de ódios pessoais sem limites, os quais sempre colocou acima dos interesses políticos do partido e do próprio país."
Para além deste requisitório muito pessoalizado, o ternuroso da direita ainda assesta uns mimos na honorabilidade pessoal do ternurento da esquerda imputando-lhe negócios escuros em Angola à sombra de diamantes de sangue.
Fantástico! Em pouco mais de dez anos, tudo se perdoa, com um olhar assim ternurento e de olho maroto.