R.R.:
Pela primeira vez desde 1960, quando começaram a haver estatísticas deste género, o número de vítimas mortais nas estradas portuguesas ficou abaixo das 700, mais concretamente 690. Apesar de alguns períodos mais negativos ao longo do ano, 2011 registou resultados históricos na sinistralidade rodoviária.
Pode ser apenas uma tendência ou um fenómeno passageiro. Espero que não e estou convencido que é para ficar, porque se conduz melhor e mais devagar nas estradas portuguesas, por razões várias e algumas delas ligadas ao essencial da questão: segurança rodoviária. As razões do fenómeno, essas, parece-me que se ficam a dever a uma consciência cívica mais apurada e para o que tem contribuído, em grau elevado, a meu ver, a publicidade aos acidentes trágicos e mortais. Os media fizeram o que as instâncias de governo não conseguiram fazer.