segunda-feira, janeiro 02, 2012

O óbvio que grita

A notícia é do Correio da Manhã de hoje, assinada por Eduardo Dâmaso e Sérgio Azenha que obtiveram a informação de "fontes conhecedoras do processo". Ou seja, violadores de segredo de justiça, da PJ ( mais do que provável) ou do MºPº. Seja como for, esta violação de segredo de justiça é nada. Não prejudica a investigação e apenas prejudica a imagem de Isaltino Morais, se entendermos que essa imagem ainda continua impoluta depois de tudo o que se sabe e não está em segredo de justiça, mormente as contas na Suíça do sobrinho taxista.

A informação relata o chamado óbvio ululante ( expressão brasileira salvo erro da autoria de Nelson Rodrigues). Isaltino é o que é. A investigação criminal em Portugal continua a ser o que foi e a opinião pública o que tem sido.
Tudo uma vergonha.
Por causa de tudo isso, Isaltino está agora num beco. Mas há sempre uma saída, "por cima", desde que haja dinheiro para pagar advogados, recursos e expedientes dilatórios. A justiça, em Portugal também vive disso, o que é uma outra vergonha a acrescer àquelas.
Se a opinião pública fosse diversa daquilo que é, Isaltino, depois do episódio do sobrinho taxista nunca mais se candidataria à autarquia. Se a investigação criminal fosse diversa daquilo que é, Isaltino teria muita dificuldade em explicar uma situação que de tão óbvia, grita pela verdade aos olhos de toda a gente. E se a justiça fosse coisa diversa, com leis substantivas e adjectivas adequadas, mesmo com todas as garantias, Isaltino não sairia por cima de coisa alguma, sem antes prestar contas do que fica por baixo.

Questuber! Mais um escândalo!