quarta-feira, 17 de junho de 2020

As nossas raízes semitas

No jornal Público de 1 de Fevereiro de 1991, ainda dirigido por Vicente Jorge Silva e no dealbar da guerra no Golfo, houve um pequeno estudo sobre árabes e judeus e a sua relação com Portugal.

A conclusão é que fomos influenciados, enquanto povo e mesmo mestiçados por ambos, aliás da mesma proveniência semita. Alguns até sugerem termos sido infiltrados geneticamente com as características de uns e outros. Enquanto árabes somos propensos à indolência e pequeno comércio e enquanto judeus à actividade e indústria.
Em conclusão, seremos mais semitas do que arianos, apesar da invasão que sofremos de alguns povos do Norte, como os Celtas e Visigodos.
Mais: segundo António José Saraiva, a gesta dos Descobrimentos deveu-se à nossa costela judaica, empreendedora, tendo terminado logo que os judeus começaram a ser perseguidos, no séc. XVI.

Aqui fica parte dos artigos do suplemento do Público.





Perante esta perspectiva poderá cada um perguntar se se sente mais árabe ou judeu...

Para completar os recortes algumas páginas do livro de Oliveira Martins, Os Filhos de D. João I, no capítulo sobre "as ordenações e os judeus", onde se nota que os judeus eram tolerados mas segregados, tanto quanto no sec. XIX, altura da escrita daquele livro, "é hoje repugnante para os saxónios o contacto com a gente de cor nas sociedades mistas coloniais".  Uma frase que dá um retrato do mundo de então, mesmo aproximado.


D. Guedelha Aben-Juda rabi-mor no tempo de D. Dinis era também o seu almoxarife e fundador da dinastia dos Navarros...porque os judeus também tinham "o seu rei, a sua corte e a sua academia".
Mas tal não significava integração social, apenas tolerância.
Aliás havia uma actividade mercantil que estava vedada aos judeus: a dos metais preciosos. O ouro era-lhes vedado...mas fizeram pela vida mesmo com tal restrição.




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