terça-feira, 23 de junho de 2020

1975: a cronologia de uma tragédia nacional e os tartufos de sempre

Na revista Flama de 2 de Janeiro de 1976 aparece uma cronologia do ano que tinha passado, cuja capa dizia ter sido em "bolandas".


A revista que pertencia a organismos católicos transformara-se logo a seguir a 25 de Abril de 1974 em órgão de propaganda comunista, muito pelo esforço dos jornalistas que aí trabalhavam, particularmente um sectário Alexandre qualquer coisa.

No número inicial do ano de 1976, para além de algumas páginas difusas sobre os intérpretes das "canções revolucionárias" ,  dava-se conta do estado do país: prè-bancarrota e sem melhoria à vista.

Há muita gente que não se apercebe do que foi o nosso país no ano que se seguiu à "revolução dos cravos" e por isso fica aqui registada a cronologia de acontecimentos nacionais relevados nesse número da revista.


As óbvias contradições do "processo revolucionário" que teve o seu curso mais intenso até Novembro desse ano, continuavam sem solução como se depreende da entrevista a um dos beneficiários directos e mais afortunados de tal "revolução", o advogado Vasco Vieira d´Almeida, cujo escritório é actualmente um dos maiores de Lisboa e que defende luminárias apagadas como os mexias da edp.

VVA já foi retratado por aqui, assumindo-se como um velhote esquerdista de sempre, mas ligado ao moderado PS que nunca deixou de ser carne e peixe ao mesmo tempo, o que é uma impossibilidade metafísica porque os ornitorrincos só aparentam o que não são e nunca poderão vir a ser.
Socialismo e sociedade liberal e capitalista não rimam, mas este Vieira de Almeida entendia que sim e por isso viveu sempre com um pé ali e outro acolá. O dinheiro é a ponte moral e ética capaz de eliminar todas as contradições, principalmente as que gritam incoerências...


Por causa destes finórios tivemos a receita que já repetimos ao longo das décadas e que se teme venha novamente a repetir-se em breve, sempre pela mão dos mesmos, ou seja destes tartufos que são os únicos que saem sempre a ganhar destas misérias e desta tragédia nacional:


Como arautos de tal tragédia das ruas de flores murchas havia os "cantores revolucionários" cujo destino era já incerto e só o Bloco esquerdista veio recuperar a tendência extremista dos mesmos. Um deles é o Letria que manda na SPA.


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