A rocambolesca e provocatória prisão de José Sócrates
realizada ontem à noite pela Policia Judiciária constitui um verdadeiro golpe
de Estado em curso, desencadeado por intermédio daquela polícia e que visa
directamente os partidos à esquerda do PSD.
Como é sabido, o PCTP/MRPP nunca morreu de simpatias por
José Sócrates e pelo seu governo, um dos piores que o país teve.
Mas não é isso que agora está em causa, quando a Polícia
Judiciária, pela mão de famigerados justiceiros como Rosário Teixeira, com a
cobertura de agentes do Ministério Público e de juízes como Carlos Alexandre,
depois de ter abortado prematuramente a Operação Labirinto no caso dos vistos gold,
permitindo que Miguel Macedo e outros altos quadros do Estado, do governo e do
PSD pudessem escapar à prisão; depois de deixar à solta Ricardo Salgado, chefe
do maior gang de gatunos e financiador das campanhas eleitorais de Cavaco e do
PSD, e de não tocar em Paulo Portas e Durão Barroso, a mesma PJ e ministério
público decidem precisamente prender uma importante figura do Partido
Socialista, com quem os actuais dirigentes do PS mais se identificam
politicamente.
Isto não sucede, obviamente, por acaso e segue-se a
anteriores operações de assassinato político contra altos dirigentes do PS,
como foi o caso de Ferro Rodrigues e, mais recentemente, com a aplicação de
pesada pena de prisão a Armando Vara.
O PCTP/MRPP considera que a actuação da Polícia Judiciária,
do ministério público e da polícia política (as secretas SIRP e CIS, que são
quem, em boa verdade e na sombra mandam de forma incontrolável) é apenas
orientada para atingir e perseguir os partidos de esquerda e consolidar o poder
do actual governo e coligação de traição nacional PSD/CDS, impondo-se, por
isso, a adopção de medidas urgentes e radicais em matéria de composição dos
Conselhos Superiores da Magistratura e do Ministério Público e das polícias
políticas para travar o golpe de estado em curso.
Por último, o PCTP/MRPP não pode deixar de denunciar o facto
de o presidente da República estar a colaborar objectivamente com aquele plano,
pois fecha os olhos e deixa passar uma situação que é, para todos os efeitos,
de manifesto irregular funcionamento das instituições democráticas e de crise
constitucional, e se recusa a usar dos seus poderes para dissolver a Assembleia
da República e marcar logo as novas eleições legislativas, que dê uma nova
oportunidade à democracia constitucional.
Lisboa, 22 de Novembro de 2014
A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP
do PCTP/MRPP
Quando li este comunicado do MRPP no blog Blasfémias julguei que era uma brincadeira, mas não é. É mesmo a sério.
Isto que aqui vem escrito só pode surgir da mente de alguém que perdeu as estribeiras do bom senso, para dizer o menos. Será Garcia Pereira que trabalha por conta do governo da Madeira em casos contados? Será?! Nem acredito.