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A mostrar mensagens de Novembro, 2014

Conselho de Fiscalização do SIS: varredores de fumo

Na passada quinta-feira a notícia rapidamente foi ultrapassada pelas novidades da operação Marquês, mas vale a pena repescar, porque está relacionada:

O Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) considerou esta quinta-feira ser legal mas imprudente a operação de "limpeza eletrónica" feita pelo SIS no gabinete do presidente do Instituto de Registos e Notariado (IRN), António Figueiredo.

Esta posição foi veiculada pelo presidente do CFSIRP, o deputado social-democrata Paulo Mota Pinto, depois de três horas de reunião da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, que decorreu à porta fechada. Os membros do CFSIRP apresentaram explicações aos deputados sobre os resultados da sua investigação relativamente ao caso de elementos da PJ terem observado agentes do SIS (entre eles o próprio director, Horácio Pinto) a fazerem uma "limpeza eletrónica" no gabinete de António Figueiredo, entretanto preso preventivamente no âmbito d…

Os bandalhos da República e as viúvas do garantismo judiciário querem o mesmo: safar os seus

O Correio da Manhã de hoje dá conta da existência de "reuniões clandestinas para estudar alterações legislativas que pudessem evitar investigações futuras".
Não obstante o jornal referir a existência de ameaças aos magistrados, esse fenómeno das "reuniões clandestinas" ( enfim, um modo de apimentar a coisa à la Tânia Laranjo...) é que constitui a verdadeira ameaça para todos em geral, porque visa subtrair à Justiça os instrumentos de actuação que se impõem para travar a corrupção endémica que assola o substracto político que nos governa.

O jornal refere a existência de gente considerada insuspeita empenhada no estudo de propostas nesse sentido, sem referir nomes, mas não é difícil indicar os apoiantes conhecidos de tais ideias peregrinas que se constituem como supranumerários de tal viúva.

Antes de os enunciar como autênticas viúvas do garantismo judiciário é necessário contextualizar.
Sempre que ocorre uma investigação criminal visando pessoas concretas com poder…

A perseguição pessoal ao juiz Carlos Alexandre já vem de longe.

Em 24 de Fevereiro de 2011, ainda o actual recluso 44 era primeiro-ministro, a TVI noticiava:

O Governo quer retirar ao juiz Carlos Alexandre metade dos grandes processos de corrupção e grande criminalidade no Estado, com base em estatísticas falsas, que criam a necessidade artificial de nomear um segundo juiz.
O titular do Tribunal Central, nos últimos anos, foi o responsável pela maioria das buscas e ordens para julgar políticos, banqueiros e grandes empresários. Carlos Alexandre foi o juiz que autorizou buscas para apurar suspeitas de corrupção no processo Freeport, que permitiu ao Ministério Público invadir os maiores bancos e grupos económicos no Processo Furacão, que prendeu Oliveira e Costa e pronunciou todos os arguidos dos processos Portucale e das contrapartidas pela compra dos submarinos.

Agora, o magistrado vai deixar de ser o titular exclusivo do Tribunal Central de Instrução Criminal. Este projecto do Governo, que visa reorganizar os tribunais de Lisboa, pro…

Presunções deletérias sobre o recluso 44

E como vamos de tv em finais de 2014?

Assim, como conta conta Eduardo Cintra Torres na revista Correio da Manhã TV de hoje. O panorama aqui mostrado e que só peca por um defeito tão grande como as figuras que falta mostrar, é assustador.
Nos rádios não parece ser melhor o que pode dar uma ideia da lula gigante que se apoderou do espaço mediático corrente, todo ele ligado umbilicalmente a uma esquerda socialista democrática feita de uma oligarquia partidária sedimentada nas últimas décadas. Esta oligarquia cujos tentáculos se espalham igualmente pelos media afectos à mesma, teme agora o desaparecimento se houver provas de corrupção concreta e avassaladoras durante o consulado do recluso 44. Não interessa a verdade, mas apenas as provas que possam demonstrar perante todos o que todos intuem há muitos e muitos anos, o que aqueles sabem de ginjeira mas fingem nada saber porque é a vidinha que está em jogo, as casinhas, os carrinhos e os empreguinhos para amigalhaços de sempre.

O futuro do país está assim nas mãos de uma meia …