segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Carlos, o herói duvidoso da extrema-esquerda

Sic-Notícias:

"Eu sou revolucionário de profissão", respondeu o acusado, de 62 anos, ao presidente do Tribunal, Olivier Leurent, que começou a audiência pelo interrogatório da identidade do acusado.

O julgamento começou pouco depois das 10:15 locais (09:15 em Lisboa) no tribunal especial de Paris, que julga atos terroristas.

Numa entrevista publicada no domingo por um jornal venezuelano, Carlos, cujo verdadeiro nome é Ilich Ramirez Sanchez, reivindicou mais de cem ataques que teriam provocado entre "1.500 e 2.000 mortos", contesta os quatro atentados que lhe são imputados pela justiça francesa.

Detido no Sudão em agosto de 1994, Carlos ficou desde então em prisões francesas.

Reconhecido culpado em 1997 na sequência de um primeiro julgamento pelo assassínio de três homens em 1975 em Paris, incluindo dois polícias, já foi condenado a prisão perpétua.

A sentença deverá ser conhecida a 16 de dezembro.

Em 1976, este declarado assassino, apodado de "chacal", ainda andava a monte e relacionado com os vários grupúsculos de extrema-esquerda, designadamente os ligados a palestinianos e também aos alemães da seita de Ulrich/Manoff.

Há quase quarenta anos era um suposto matador de judeus. Em 1973 planeou um assalto a uma conferência internacional de ministros do petróleo que concretizou em 1975 e o sequestro e assassínio de centenas de pessoas ( tinha uma lista com mais de 700 pessoas a abater). Foi preso pelos franceses, acusado de matar dois polícias que o foram procurar a casa para o prender. Escapou várias vezes e acabou condenado a pena de prisão perpétua, pelos franceses, pelos homicídios.

Ainda assim, em 1976, a revista espanhola Gaceta Ilustrada referia a Scotland Yard como considerando-o um "puro bluff", um farronqueiro mitómano. O próprio nega os homicídios de 1975 imputando-os a obra dos israelitas da Mossad.

Carlos, em 1976 e para os revolucionários portugueses que andavam por udp´s e prp´s, alguns dos quais se encontram agora muito bem instalados na vidinha, era o herói. Alguns desses românticos da revolução devem sorrir ao verem escrito o que vem hoje nas notícias...mas pelo menos Carlos não mudou no idealismo inconsequente.

E eles/as, mudaram mesmo? São jornalistas, publicistas, políticos etc etc. Será que mudaram quando na vida já adulta acreditaram em quimeras e em revoluções com matanças a eito?


2 comentários:

Wegie disse...

Teve azar em nao ter nascido português e filiado no PS/PSD/CDS. Já estaria tudo prescrito. E ele instalado num gabinete da CGD ou do BP.

josé disse...

Ou na Mota Engil. E quiçá, no Conselho de Estado.

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