sábado, 19 de novembro de 2011

RTP e serviço ao público

"A informação da estação pública de televisão será sempre o que um Marques Mendes, Cavaco, Sócrates, Santos Silva, Portas ou Relvas quis, quer ou quiser." - Manuela Moura Guedes, ao Correio da Manhã de ontem, citada pelo Público de hoje.

Na mesma edição deste jornal há três opiniões sobre a RTP: António-Pedro Vasconcelos pergunta como " garantir a independência do poder político e económico do operador público como manda a Constituição?" Missão impossível, evidentemente.
Pacheco Pereira, sempre igual a si mesmo, é contra o serviço público de tv pública e poderia ficar por aí porque o que Pacheco diz deixou de ter interesse se é que alguma vez teve. Aliás, em matéria de tv, o programa de Pacheco Pereira na SIC será provavelmente um dos piores programas que alguma tv alguma vez apresentou. Claro que ninguém tem coragem em acabar com aquela miséria, mas enfim. É este mesmo indivíduo que se argueira todo com programas tipo Preço Certo ( um programa muito bem apresentado e típico da tv comercial) e não consegue vislumbrar o travejamento de inépcia que o seu programa representa.

Vasco Pulido Valente afina por um diapasão semelhante: a noção de serviço público é um mito que nos custa 300 milhões de euros por ano e além do mais, esse pretenso serviço público, no caso da RTP, é mau.

Conclui-se por isto tudo que a RTP faria um verdadeiro serviço ao público se acabasse. Pura e simplesmente. As indemnizações aos seus milhentos trabalhadores, segundo o ACT do sector, ficariam mais baratas.
Os bons profissionais que por lá existem poderiam formar outra tv. Com verdadeiro serviço público e o Estado poderia comprar esse serviço.
Como tal não vai suceder porque os ministros todos de todos os governos não querem prescindir do serviço público que é ter à disposição um canal de tv para as necessidades, vamos continuar a pagar salários milionários a apresentadores e que assim são controlados na senda do respeitinho habitual.
A RTP custa demais ao erário público e em tempos de grande crise, esses luxos são dispensáveis. Deviam ser, porque se a RTP acabasse enquanto tal, ninguém daria por isso. Nem as pessoas ficariam pior informadas ( com jornalistas do gabarito de uma Judite Sousa que já lá não está mas esteve e é o paradigma dessa mediocridade) nem se divertiriam menos com as tvs, porque os programas da RTP são completamente dispensáveis. Não há um único que tenha ficado na memória recente e que se torne exemplar do serviço público requerido.
300 milhões de euros por ano, só do erário público e dos nossos impostos são um escândalo.

11 comentários:

Xico disse...

Basta ver os programas da manhã dos três canais que temos para sabermos que o programa da RTP é serviço público do melhor que há. Uma lufada de ar fresco e são em comparação com a lixeira onde chafurdam os outros dois.
Se custa muito, reduzam as gorduras onde as há.

zazie disse...

eheh
Para piada seca está engraçada.

josé disse...

Não vejo os programas da manhã. Quem é que os apresenta e quem são os convidados habituais?

Um tal Carvalho que está sempre a discutir assuntos judiciários é comentador residente da RTP?

Anónimo disse...

O país não pode abrir o mercado à concorrência e depois manter uma televisão pública com canais a torto e a direito que gastam mais do que as maiores 5 câmaras municipais todas juntas.

AF disse...

Bem, pior que a Fátima Campos Ferreira deve ser difícil ... eu ainda não percebi se a senhora é mesmo burra ou se é só a armar ao "deixa fazer de conta que sou burra, porque isto é pró povão, que é burro". Mas cada vez me convenço mais que a hipótese certa é a primeira.

Neste último programa do Prós e Prós, onde se discutia as alterações à política do medicamento ... foram tantas, mas tantas bordoadas! A senhora chegou ao fim do programa sem perceber o mais básico do assunto que supostamente estava a mediar... "mas acha bem que o farmacêutico possa alterar a DCI?" "ó senhora, não altera DCI nenhuma! pode é dar um genérico diferente pra mesma DCI" "ah, mas acha bem que altere a dose do medicamento?" ... (facepalm)

Chegou ao cúmulo, quando um senhor da plateia estava a explicar o porquê da diferença de custos entre medicamentos de marca (vulgo inovadores, ou seja, ainda com protecção de patente) e os genéricos ... "ah, pronto, tá a ver, já está aí uma diferença importante! nos genéricos não há medicamentos inovadores!"
Como é que é possível ser-se tão ... tão ... ignorante?

Zé Luís disse...

Burra como a Judite, só o Zé Alberto com quem contracenava.

E a dois a culpa é melhor distribuída.

O problema é que os 15 mil mensais eram a dobrar.

As asneiras e falta de insenção também.

Mas eles não se importavam.

Por fim, oooohh!, como é possível desconfiar que a tv pública é manipulada e dominada pelo interesse do Poder do momento?

Anjinhos?

Anónimo disse...

O JAC fez ontem com João Jardim o mesmo que faz a colega de canal: falou quase tanto como o entrevistado, tentou conduzir as opiniões e, quando contrariado pelas realidades que quis induzir, mudou de assunto. Depois destes anos todos ainda não sabem deixar para os entrevistados a entrevista.

hajapachorra disse...

A culpa era do monte da Virgem. Quem de lá saía estava perfeitamente habilitado a juntar os trapinhos a um qualquer Fernando Seara. Ás vezes, para me animar, quando o manel germano me surpreende, medito no que devem ser os jantares lá em casa, da Judite e do Fernando. Esta alimária noutro dia a entrevistar a ministra da justiça até metia dó. O patarata do Alberto, esse foi escarafunchado pelo Alberto João e nem tugia nem mugia. A badalhoca da Campos qualquer coisa serve o relvas do momento, é burra mas de orelhas bem afitadas. Atingiram o zénite da actividade mental há vinte e muitos anos quando jogaram trivial pursuit comigo no hotel astória...

lusitânea disse...

Vão ver que no final vamos ter delegações da RTP África nos principais bairros sociais multiculturais.

Gallagher disse...

Penso que o José não está correcto quando diz que Vasco Pulido Valente e Pacheco Pereira são "contra o serviço público de televisão" ou que "a noção de serviço público é um mito".
Nunca os ouvi dizer isso.

O que eu acho que eles dizem, e eu concordo, é que
1- não é preciso POSSUIR canais de televisão para assegurar um serviço público de televisão.

2- Os chamados canais "privados" são na verdade concessões, que deveriam ser feitas tendo como contrapartida a obrigatoriedade de de fornecimento desse tal serviço público.

3- É preciso redefinir com correcção em que consiste o chamado serviço público.

Os telejornais ou a informação, que são frequentemente dados como exemplo, até podem ser usados como paradigma: serão sempre muito mais manipulados pelo governo num canal do Estado que num canal privado. Veja-se o exemplo flagrante do trabalhão e da quantidade de recursos que foram precisos ao inenarrável só para acabar com o programa de MMGuedes num canal privado.

josé disse...

Gallagher:

leu as crónicas dos dois?