domingo, 20 de novembro de 2011

Os crocodilos voam baixinho...

No mesmo i, António Cluny, procurador do MºPº no tribunal de Contas, dá conta do seu papel e sobre determinado assunto assim enunciado - Mas acha normal que no caso Face Oculta, os magistrados de Aveiro retirem certidões em que se suspeita do crime de abuso do Estado de direito por parte do chefe do governo? Que as certidões cheguem a Lisboa e sejam arquivadas pelo procurador-geral da República, num expediente administrativo, sem que se possam conhecer as razões desse arquivamento?

Diz assim:

Não é normal. E eu creio que este caso de que falou, que eu não conheço em pormenor, será certamente um caso de estudo no futuro. Não podemos ter um sistema hierárquico que permita intervenções casuísticas que poderão ser vistas como discricionárias.

Apesar de estas declarações serem inequívocas e significarem o que significam, Cluny, à pergunta - Nesse contexto, qual é a sua avaliação do papel do actual procurador-geral da República, Pinto Monteiro?

Responde assim:

Não faço avaliações. Sou um membro do Ministério Público e não me cabe no contexto desta entrevista fazer estas avaliações.

Uma resposta jesuítica, que me desculpe António Cluny. Outra seria a de considerar que os crocodilos voam. Mas como diz a história, há quem assegure que voam mesmo, mas muito baixinho...

2 comentários:

hajapachorra disse...

Não é uma resposta jesuítica nem de perto nem de longe. É preciso mais nível para isso. O jesuíta que é jesuíta responde a uma pergunta com outra pergunta.

Floribundus disse...

disse me um amigo do Recife Prof Universitário.
«-Prof vai boi voando!
-de que cor?»