A propósito do dito de João Duque, " a bem da Nação" , já caiu o Carmo e espera-se em breve a queda da Trindade, porque a esquerda em Portugal, intelectualmente, domina o discurso político.
Há palavras e frases que não se dizem sob pena de anátema imediato e arrasador. "A bem da Nação" é uma delas.
Por outro lado, aparecem agora uns virgens ofendidos com as declarações de Duque que pretendeu dizer o óbvio: o Estado que detém a empresa RTP deve ter uma palavra a dizer no caso da informação para o exterior dos PALOPS e afins.
Paulo Portas acha que não, porque "não tem intenção de influenciar qualquer jornalista". E mais: " Já fui jornalista e não me lembro de deixar que algum governo me influenciasse."
Esta é de rir, se não fosse séria. Paulo Portas, com o Independente fez apenas uma coisa: valeu-se de um jornal para orientar politicamente uma campanha ideológica contra o então partido do poder, o PSD, em nome do interesse de outro partido, o CDS. O jornal Independente serviu às mil maravilhas para este efeito, juntando o útil que era essa luta política ao agradável da informação espaventosa, de escândalos e de sucessos editoriais.
Raramente em Portugal se viu coisa assim: uma mistura perfeita de jornalismo de investigação de secretária, com denúncias várias dos partidários da oposição juntas com o interesse informativo dos assuntos relatados.
Segundo o jornalista Nuno Santos, a influência dos políticos na RTP ( e por extensão nos demais media) é um mito. Paulo Portas que o diga...