sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Zangam-se as comadres...


Sol:

A consultora KPMG acusou hoje a Estradas de Portugal (EP) de ter utilizado «abusivamente» a sua imagem na elaboração da capa de um estudo sobre a empresa.Link

«Quanto à alteração da capa, em primeiro a EP utilizou abusivamente a imagem da KPMG, dando a entender que se trata de um estudo comparativo, que a KPMG não fez», afirmou o administrador da consultora Paulo Santos, que está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, no Parlamento.

Em causa está um documento apresentado pelo ex-secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações e actual deputado do PS Paulo Campos no Parlamento, na semana passada.

Na capa do documento surge o título «Projecções dos fluxos financeiros líquidos das subconcessões rodoviárias 2011-2015», acompanhado da inscrição «2005 vs 2011», numa alusão à comparação entre as estimativas feitas antes e depois do novo modelo de gestão e financiamento da EP.

O actual deputado do PS Paulo Campos alega que o documento que apresentou no Parlamento foi feito com base nos dados que constam de dois estudos: um da KMPG e outro da EP.

«Este é um documento capeado com uma capa típica da KPMG, mas com uma inscrição [2005 vs 2011] que induz tratar-se de um estudo comparativo entre 2005 e 2011. Este estudo não é da KPMG, que não analisou nem teve conhecimento de nenhum dos elementos incluídos neste trabalho», afirmou o administrador Paulo Santos, mostrando o documento apresentado por Paulo Campos.

Fernando Faria, autor do estudo da KPMG «Projecções dos fluxos financeiros líquidos das subconcessões rodoviárias 2011-2015», disse que o documento apresentado pelo ex-secretário de Estado «não contém dados ou gráficos» da consultora.

«Nem do nosso relatório, nem dos nossos documentos de trabalho é possível chegar às conclusões que aqui estão», afirmou Fernando Faria, referindo-se ao documento apresentado por Paulo Campos.

Na sequência destas declarações, o deputado socialista Paulo Campos pediu a palavra «em defesa da honra».

«Os senhores da KPMG sabem que tudo o que eu referi foi enviado pela EP. Não venham fazer este triste espectáculo e participar num combate político», argumentou.

Na quarta-feira, três administradores da EP afirmaram na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas que os dados usados por Paulo Campos constavam de um estudo da KPMG, especificando que os dados até 2010 eram da empresa pública e que o estudo da consultora fazia projecções para o período 2011 a 2050.

Esta notícia é uma esperança. Uma esperança que acabe esta promiscuidade. Veremos o que sai daqui. Dinheiro, aos milhões, como até aqui, não vai sair com certeza. Entretanto, o deputado Paulo Campos acha que isto é um "combate político".


2 comentários:

Mani Pulite disse...

ESSA COISA QUE ANDA PELOS CAMPOS À BEIRA DAS ESTRADAS TEM HONRA?

ZéBonéOaparvalhado disse...

A cocofonia do psd, em vez de trabalharem, tudo o que apresentaram até hoje, é do governo anterior.

Valha-me Santo Isidro ...quando é o governo faz qualquer coisa de jeito, além das viagens.

Uma viagem de expectativas fará o dr. Anibal de 5 dias aos EUA - para dar lições de economia (à nossa custa, mais uma)

Desta vez é "crime violento"...