sexta-feira, abril 25, 2014
Desertores e refractários
Ferreira Fernandes que se "lembra que", lembra-se de explicar hoje, 25 de Abril de 2014, a razão porque refractou ou desertou de ser português incorporado em forças armadas que lutavam pela manutenção da então província ultramarina Angola, onde aliás se encontrava.
Diz que foi por ser contra o "a guerra colonial", uma expressão inventada pelo comunismo para designar o que em Portugal se chamava "guerra no Ultramar". Ao mesmo tempo diz que "não foi ideologia nenhuma" o que o levou a "dizer não" à guerra. Terá sido antes o "colonialismo", logo aos vinte anos.
Pois bem. Não tenho o dom de adivinhar pensamentos e muito menos cogitações internas sobre motivos pessoais. Mas permito-me duvidar de quem se adianta como refractário ou desertor, desistindo de lutar na sua terra pela pátria que era a sua por causa do "colonialismo".
Percebo bem quem se passa para o outro lado, para lutar pela pátria que adopta, mas não percebo quem foge da luta pela pátria e ainda menos com razões inefáveis e fáceis de apresentar.
Percebo ainda melhor quem tem a coragem de assumir a cobardia ou o medo de lutar e poder morrer e por isso fugiu.
Mas não quero sindicar a razão de fundo daquela atitude pessoal. Apenas reflectir publicamente sobre as razões que a razão desconhece mas encontra sempre razões que explicam dignamente o que pode ser uma indignidade.
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