terça-feira, 1 de abril de 2014

Uma lição de economia política, por Vítor Constâncio

Em 22 de Junho de 1974, o ultra-competente Vítor Constâncio já era notícia no Expresso, onde esportulou ideias avulsas sobre medidas económicas, enquanto secretário de Estado do Planeamento ( é fácil perceber, com estas luminárias acesas, de onde proveio a primeira bancarrota que tivemos, logo em 1976).
Este super-competente explicava que o aumento de 50% dos rendimentos mais baixos por via da fixação de um salário mínimo, se desacompanhada de aumento da produção do conjunto de bens na economia, geraria...inflacção. Tal poderia evitar-se se houvesse uma poupança privada importante.
O hiper-competente Constâncio defendia já nesta altura um modelo económico impressionante. Rejeitando liminarmente a social-democracia, "por  motivos ideológicos", este grandecíssimo competente queria já o socialismo em Portugal. Ideia central? A "igualdade". Constâncio, esse grandecíssimo e ultra competente já era pela igualdade que só o socialismo garantia. E que "socialismo"? Este, assim explicado: "um método de organização da sociedade em que efectivamente existe uma participação colectiva nas decisões, por forma a que a sociedade se conduza por forma voluntarista e não entregue aos mecanismos, seja do mercado, seja dos resultantes do progresso técnico, mas em que há uma participação que assegure que a sociedade é ela própria que escolhe o seu destino e isso só é possível se a igualdade existir."

Perceberam, todos, ó ignaros? Entenderam esta inteligència fulgurante que estava na Sedes a estagiar para ministro das Finanças, dali a quatro anos e que iria nessa altura de chapéu na mão, a Bona, acompanhado pelo camarada Mário que "sabia muito pouco de Finanças", mendigar aos alemães social-democratas, a esmola para que a igualdade socialista em Portugal fosse uma realidade?

Que dizer desta inteligência assim? Rara não é?  Pois é desta massa que se fazem os génios que depois são ministros, secretários gerais de partidos ( socialistas e nunca social-democratas), governadores de bancos de Portugal e funcionários de topo de bancos europeus.

Constâncio é o exemplo do génio português gerado pelo 25 de Abril de 74. Sigam-no que atrás virá bancarrota, pela certa. O percurso académico, esse, mostrado em caixilho ao lado, é também impressionante. Consta que deu em cátedra "honoris causa"...


8 comentários:

Arnatron disse...

E se, se criasse uma petição a pedir ao governo de Portugal, que sugerisse ao BCE a destituição desse cego irresponsável, que em entrevistas dizia alto e em bom som que não havia riscos no BPN, pois tudo estava controlado - Viu-se. Ou será que essa entrevista também já desapareceu, como desapareceu o filme em que o Marocas espezinhava e cuspia a bandeira de Portugal em Londres?
Há grandes suxas - tudo o que os perturba é abafado.
É a democracia deles no seu melhor
Esse cego do Constâncio irresponsável e analfabeto envergonha Portugal no cargo que ocupa. Devia era ir para trabalho comunitário a limpar a peçonha que criou ...

muja disse...

O mais incrível é que participou nos Planos de Fomento.

Ou seja, não pode ser completamente estúpido; o que, no meu entender, não abona nada a favor dele.

Como é que um tecnocrata que viu as coisas serem bem feitas, porque tem que ter visto, pode dizer semelhantes imbecilidades? Os comunas ainda se percebe que digam lá as judiarias deles, que é a cassete e não dá para mais. Agora tipos como este?

Atão aquilo não era esbandalhar-lhes o focinho todo à bengalada?... A eles e a quem os deixou lá chegar...
Realmente, cada vez mais me convenço: milagre é as coisas estarem como estão e não muito piores...

A caixinha do "Entre a Suécia e Iugoslávia" também é obra... Andavam a ver se viam...

muja disse...

É realmente incrível... É mesmo o n'importe quoi como dizem os franciús:

Artista: (...)e quando falo em igualdade não me refiro a uma mera igualdade de meritocracia [mera! trocos...], ou seja uma igualdade de oportunidades[isso é que não pode ser. Agora percebemos porquê... as oportunidades são só para alguns], mas falo numa verdadeira igualização porque é isso que, no meu entender, é o denominador comum da ideia socialista e da verdadeira democracia.

EXP: Então a comissão (...) defende um socialismo marxista?

Artista: Não creio que se possa, de forma alguma concluir isso do que acabo de dizer[nãaa, pode lá agora!], embora seja evidente que o marxismo blá, blá, blá.

Choldra lusitana disse...

O fulano sonhava o país entre a Suécia e a Jugoslávia.Mais outra previsão acertada. Quase nos pôs em comissão liquidatária com tanta clarividência. A única coisa certa é o ordenadinho garantido no BCE,mais próximo da Suécia que o desta pelintragem.

muja disse...

Milagre senhores. É um milagre o que ainda há depois de 40 anos nas patas destas cavalgaduras...

lusitânea disse...

Depois as cavalgaduras eleitas têm a distinta lata de mansinho falar no "viveram acima das possibilidades" quando abriram os cofres e os direitos para todos,para os de cá e os de lá de fora.As sumidades democratas enterraram isso sim TODOS os Portugueses sendo que a maioria está hoje equiparada a preto...lá no bairro social multicultural depois de terem despachado tudo o que tinha preto e não era nosso com expulsões e confisco dos brancos que lá viviam, e há muitos anos...

Dudu disse...

Ainda hoje, na sua crónica diária na rádio M80 pelas 08:35, Camilo Lourenço voltou a confirmar ter recebido do interior do Banco de Portugal a informação sobre o que se passava no BPN que acabaria por publicar na revista Exame de que era director.
Acabou despedido da revista e metido em tribunal.
Como o BPN já era um banco sistémico, talvez o governador Constâncio tivesse tido medo de intervir e pensado que o tempo acabasse por ultrapassar o problema.

josé disse...

M80?

Nem conhecia, mas no outro dia fui ver o concerto dos Camel, na Aula Magna e uma repórter entrevistou-me.

Se ouviu alguém a falar do concerto nesse rádio, uma dessas pessoas era eu...se acaso passaram tal coisa.

O jornalismo prenhe de ouvir dizer