quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A grande obra da Esquerda em Portugal: arruinar a economia

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Como se pode ler nestas duas páginas da Grande Reportagem de 25.1.1985, a grande discussão político-económica, no início do ano, ainda antes de Cavaco e ainda em tempo de governo de bloco central, centrava-se também na importância das empresas públicas. Todas falidas. A grande obra da democracia socialista a caminho da sociedade sem classes, como ficara escrito dez anos antes na Constituição, garantindo-se ainda a "irreversibilidade" destas nacionalizações, deu no que deu o socialismo: um buraco económico gigantesco.
Dez anos depois das nacionalizações de Março de 1975, feitas pela Esquerda ( PCP, extrema- esquerda e com apoio do PS) deu em ruína. Como habitualmente. Má gestão, incompetência, mau funcionamento endémico, falta de poder de ajustamento rápido, burocracia, sindicalismo radical deu no que deu.
Os portugueses, apesar disso que é um facto parece não terem aprendido nada e deixam que o sindicalista Arménio ande por aí todo ululante a desejar o mesmo que o seu partido nos fez em 1975.
Há masoquistas, lá isso há. Mas pelo menos nos media não é apenas masoquistas: é também um incrível fenómeno de repetição do que se passou em 1975: agora em farsa, evidentemente.

Pode perguntar-se qual a razão, para além daquela obviamente intransponível e que só se resolvia com uma revisão constitucional  a exigir maioria de dois terços e que por isso como ninguém a tinha o PS recusava, ( deu a mão à palmatória em 1989, como tinha dado logo em 1976 com a lei dos contratos a prazo que ainda prejudicam muitos trabalhadores, actualmente) pode perguntar-se dizia, qual a razão de este cancro económico e que nos arruinou não ter sido extirpado mais cedo. A razão está escrita no artigo: todos os governos aproveitaram e todos os governantes tiveram oportunidade de colocar os seus "boys" e "girls", como até agora acontece.

A grande obra da Esquerda foi essa: arruinar a economia, como agora pretendem outra vez fazer, sem que se veja qualquer vantagem em tal coisa.

Se somos os mais pobres da Europa, porventura mais que os gregos, a razão é só uma: Esquerda a mandar e a governar dá em pobreza. Com uma agravante: fazem o mal, a caramunha e ainda gozam com o pagode, enganando-o uma e mais outra vez.
E ainda vêm dizer-nos que quem tem governado é a "direita". E  tem sido: a direita que a esquerda reconhece e que fica logo a seguir à extrema-esquerda, terminando num partido que se reclama de esquerda quando disputa o poder com uma direita cuja ideologia é social-democrata.

É obra!

1 comentário:

Floribundus disse...

o pcp por intermédio da cgtp-arménica quer mostrar ser dona da rua, dos sindicatos que paralisam a economia.

infelizmente o governo e o ps estão a ser gerido por eunucos incapazes de por ordem neste caos.

o pcp
sabe quando pode destruir e quando deve,por cobardia, 'encolher as patinhas'