sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Álvaro Santos Pereira é um ministro que a intelligentsia nacional não aprecia...

Foi recebido por mensagem electrónica mas é do jornal i do dia 10 do corrente. É uma crónica de António Ribeiro Ferreira sobre Álvaro Santos Pereira, o malquisto ministro deste Governo que está. Vasco Pulido Valente não gosta do dito, por razões que o próprio nem entende bem, de certeza.
No entanto, Álvaro Santos Pereira disse tudo certo até agora. Porque é que não gostam do seu estilo? Talvez por causa destas razões que aqui ficam:

Álvaro Santos Pereira começou mal. Disse que gostava que o tratassem simplesmente por Álvaro. A inteligência nacional não admite que um ministro não goste que o tratem por doutor e engenheiro, mesmo que os cursos sejam da treta. Percebe-se por isso a ânsia de Sócrates e Relvas em arranjarem uns cursos da Farinha Amparo. É assim a triste e miserável elite nacional. Que também despreza os pastéis de nata que o ministro queria exportar. A nata nacional adora outros negócios, sem riscos, tipo PPP ou obras públicas com muitas derrapagens. Foi nesta aldeia de gente que adora fazer de conta que é inteligente que Álvaro Santos Pereira aterrou para ser ministro de muitas pastas e de muitas vacas sagradas. Vamos a elas. Mexer nas leis do trabalho era algo que fazia arrepiar o mais terrível dos patrões. Enfrentar os poderosos sindicatos ainda hoje faz tremer muita gente. Pôr em causa os sagrados direitos adquiridos é uma blasfémia sem perdão nesta terra de Santa Maria e da Santa Esquerda. Atacar a fundo a pornografia das empresas de transportes públicos é como profanar um templo sagrado. Acabar com o lodo nos cais dos portos portugueses é um sacrilégio sem perdão. Negociar com construtoras, bancos, nacionais e estrangeiros, e escritórios de advogados as criminosas PPP é entrar em casa da nata encostada ao Estado sem qualquer espécie de pudor. Mexer no Estado omnipresente para acabar com a pouca vergonha da burocracia que afasta os investimentos é como entrar num vespeiro sem protecção.

Foi tudo isto e muito mais que Passos Coelho entregou de mão beijada a este professor de Economia de 40 anos, que para bem dos seus pecados nunca tinha conhecido por dentro a máquina estatal e os vícios públicos e privados. A esquerda, que olha para o Estado como um pai, às vezes tirano, começou a berrar com Álvaro sempre que o INE e o Eurostat publicavam as estatísticas do desemprego, outro presente que Álvaro recebeu no dia 21 de Junho de 2011. Para esta esquerda velha, cheia de vícios e com uma memória de galinha, é o governo e o ministro da tutela que decretam o fim do desemprego e, já agora, o crescimento da economia.

Álvaro Santos Pereira sobreviveu estes meses a tudo e a todos, até ao próprio governo. Agora começou a levantar a voz, atirou com uma baixa de IRC para 10%, defende a industrialização, fala na Europa como poucos no executivo, atira-se como um leão aos socialistas do défice e da dívida, e de repente saiu do radar dos remodeláveis. É assim a nata nacional. Manhosa, cobarde, incompetente. E muito respeitosa de quem fala grosso e revela um enorme desprezo por tanta indigência.

13 comentários:

Floribundus disse...

os incompetentes e frustrados da esquerda festiva do ps ao be e alguma direita do táxi
não suportam quem os enfrenta com uma calma invejável e uma competência que não entendem.

e 'mais não digo por não saber ler nem escrever e assino de cruz'
balde-de-cal
vortex
radical livre
rés-vés

'boa noute'

Vivendi disse...

O Álvaro e o Paulo Macedo são de longe os melhores ministros. Estão ambos fora da política e com provas dadas no mundo real. Só deveríamos ser governados com gente assim.

Bic Laranja disse...

Essa de dizer que era o Álvaro é vaidadezinha novíssima parida das escolinhas de gestão (antigamente dir-se-ia administração). Vale tanto como cursos da farinha amparo.
Filhos dessa escola, cá para mim aconselharam-no ao que «spin» de não mostrar o tolo que é. A fotografia retocada na 1.ª pág. do jornal i (outro nome singelamente idiota, o deste jornal) prova-o. É comparar com as imagens de palerma que se viam dele, do Álvaro.
Ah! E parece que enviava os filhos à escola sem merenda na marmita nem lápis para escrever, mas isso talvez se deva à mãe (ou à empregada).
Cumpts.

Kaiser Soze disse...

Pois, o Álvaro tem o problema de ter escrito um livro cheio de "revelações" e medidas certeiras e mais ou menos rápidas de salvar o país mas quando lá chegou...bem, as ideias talvez se tenham mantido mas as acções e as palavras não.
É espantoso, ainda, como é esquecido o facto não de ele ser incompetente (suponho que seja um facto ainda que se desconhece) mas de ser inexistente; desde pelouros retirados a desautorizações de outro tipo, tudo lhe aconteceu.

E quanto mais se baixa mais se revela uma determinada parte anatómica.

zazie disse...

Pois eu também penso que é isso.

E também sempre achei estranho como os mesmos que tanto gostavam de o citar enquanto blogger, foram logo os primeiros a trai-lo mal chegou a ministro.

Tenho ideia que é mais do que isso. Na altura, mal o governo apareceu, escrevi-o no Cocanha.

Ele tinha de ser cilindrado pelo ministro das finanças. Porque não temos economia para pagar a dívida.

zazie disse...

De resto, o das finanças já vinha com o retrato feito. Não acrescentou nada de mais ao cv. Até me pareceu mais anódino do que esperava (e esperava coisa bera)

Cavalgadura é o Marco António (como também era de prever).

O Paulo Macedo, por agora até nem tem feito estragos.

zazie disse...

E o Passos é o mesmo Passos daquilo que escrevi no Blasfémias, aquando da primeira entrevista, ainda antes de perder para a Ferreira Leite.

Foi das raras vezes que não vi as coisas como o José.

Ainda que admite que para atirar pela borda fora o outro e aguentar as guerras internas, tinha de ser coisa assim parecida.

Mas não presta. É a nulidade que achei que era na altura.

josé disse...

E teve e tem razão: o Passos é uma nulidade como estadista. Mas é um primeiro-ministro para estes tempos, sem remédio.

Preferia o Rangel, claro. Seria outra coisa.

josé disse...

Alvaro Santos Pereira diz hoje ao i que " Crescemos no passado graças à industrialização, às exportações e á qualidade do ensino técnico. É isso que temos de voltar a fazer".


E exactamente isto que eu penso e que Álvaro pensa apesar de ser mais novo. Mas entendeu a essência do nosso ser. Cavaco, algarvio, nunca a entendeu.

É uma desgraça nacional.

zazie disse...

Pois é mesmo isso. Coitado do Álvaro que num país de saloios, onde todos fazem salamaleques, passa por ser aquilo que eles são.

josé disse...

E Cavaco andou na escola técnica, antes de entrar na faculdade já nem sei de quê.

Ia a pé de casa para a escola, conforme disse já.

Mas não entendeu a essência do que isso significava.

hajapachorra disse...

O Álvaro, como aqui já escrevi há muito tempo, é muito inteligente e trabalhador, mas um bocadinho totó. Depois, tem o maior dos defeitos, fez economia, mas não foi na Nova, nem na Católica, nem no Iseg, nem no Iscte. Azar dos diabos, cursou economia em Coimbra. E pior ainda, a seguir não foi para Londres, nem para os States, foi para uma parvónia do Canadá. O Canadá, como se sabe, naão entra nos circuitos 'fantásticos' dos queques e aparentados.

Monchique disse...

Penso o mesmo que aqui é escrito sobre o Ministro Álvaro Santos Pereira. Já há muito escrevi aqui que ele, o Ministro da Saúde e o da Educação são do melhor quetem havido nos governos depois do 25 de Abril. Quanto ao Ministro das Finaças, ainda não percebi bem, mas estou também tentado a dizer que é bom.O ministério das finanças está completamente armadilhado. Só pela coragem de ter feito aprovar a legislação dos compromissos e pela criação de delegados seus do ministro com direito de veto em vários pontos da administração, só por essa coragem o homem mostra que não é nada burro, bem pelo contrário.