quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O tiro vai sair pela culatra

No julgamento que decorre em Aveiro, no processo Face Oculta, o arguido Armando Vara, segundo o Correio da Manhã, "quer escutas de José Sócrates".
Quer dizer, o advogado de Armando Vara entende ser boa táctica processual pedir ao tribunal para que lhe seja entregue tudo o que diz respeito a intercepções de conversas telefónicas que foram escutadas entre aquele e o fortuito José Sócrates.
Algumas dessas conversas foram mandadas destruir processual e fisicamente pelo presidente do STJ e quanto a papéis com transcrições foram retalhados à tesourada por indicação do próprio PGR, Pinto Monteiro ( que anda muito publicamente calado).
É apenas por julgar que tudo está destruído e portanto lhe aproveitar processualmente a eventual nulidade daí decorrente ( e de que o presidente do STJ seria inteiro responsável, muito mais do que o receio pelo mesmo manifestado do "efeito Craxi", indemnização faraminosa de algumas centenas de euros) que a defesa insiste em querer haver tudo o que lhe diz respeito em termos de conversas com o refugiado nas Sciences Po de Paris.
Não obstante, é segredo de polichinelo que as gravações não foram todas destruídas por inerência de funcionamento do próprio sistema de escuta e gravação digital.

Portanto, a defesa de Armando Vara arrisca-se a ter uma surpresa deveras desagradável e aos ser-lhe entregue todo o material que ficou em reserva algures no limbo do esquecimento do presidente do STJ, vai fazer marcha-atrás e dizer que já não quer ouvir mais nada.

Vai uma aposta?

2 comentários:

zazie disse...

ahahahahahha

Carlos disse...

Seria uma boa prenda de Natal.

Dura lex, sed latex