segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Uma fantasia alternativa para Portugal

Enviaram-me esta mensagem electrónica que foi repescada daqui . A tradução foi ligeiramente retocada:

A Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando-os para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida.

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por receio de que muitos tomassem nota. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação e o que começou como sendo crise converteu-se em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundialistas observaram com atenção e colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos actuais. Sobretudo depois de se saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência para o crescimento aumentará, inclusivé em 2013, prevendo-se que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa continua a mostrar sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza continua presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Deixou-os cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandos financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, foi pouco falado o esforço que este povo realizou. Do limite que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por resolver.

Porém, o que é digno de nota é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever o seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida em despachos distantes da realidade dos cidadãos. Apesar de continuarem a existir buracos por preencher, escuros e por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas para além dos políticos e homens de finanças. Não derramou nenhuma gota de sangue. Nem foi tão apelativa como a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rasto mediático, porque os media passaram por cima em pézinhos de lã. Mesmo assim, conseguiram os seus objectivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, o seu caso bem pode ser o caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e económica em todo o mundo.

7 comentários:

zazie disse...

Pois parece que é um bom exemplo.

Mas não tenho detalhes das alterações económicas que eles fizeram.

Fizeram justiça e isso é muito importante.

zazie disse...

De qualquer forma eles apararam- nacionalizaram o Landsbanki que tinha negócios com a Segurança Social britânica e oferecia juros de 7 e 9% ao mês.

joserui disse...

Pois a mim também faltam os detalhes... e no meu caso, Deus está nos detalhes... gostava de saber em que se baseia esta economia de crescimento...
Mas a justiça é importante... sem isso nada feito... é bizarro continuarmos a aturar os que nos enterraram com promessas de amanhãs que cantam... -- JRF

Floribundus disse...

creio que foi dito por Horácio
«os dirigentes cometem burrices,
o povo leva as cacetadas»

por cá os bandidos passeiam-se e riem-se dos contribuintes

Carlos disse...

Hoje, gostava de sonhar em islandês!

Wegie disse...

Para melhor informação sobre a via "heterodoxa" da Islândia recomendo:

http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/2011/CAR110311A.htm

Xico disse...

É realmente um caso de sucesso. Mas cuidado com as comparações. Têm um território maior do que Portugal e uma população inferior à do distrito de Viseu.

O verdadeiro super-juiz