terça-feira, 7 de abril de 2009

Os Beatles novamente


Do site dos Beatles, por indicação de ié-ié ( como não podia deixar de ser):


7th April 2009

Apple Corps Ltd. and EMI Music are delighted to announce the release of the original Beatles catalogue, which has been digitally re-mastered for the first time, for worldwide CD release on Wednesday, September 9, 2009 (9-9-09), the same date as the release of the widely anticipated "The Beatles: Rock Band" video game. Each of the CDs is packaged with replicated original UK album art, including expanded booklets containing original and newly written liner notes and rare photos. For a limited period, each CD will also be embedded with a brief documentary film about the album. On the same date, two new Beatles boxed CD collections will also be released.

The albums have been re-mastered by a dedicated team of engineers at EMI's Abbey Road Studios in London over a four year period utilising state of the art recording technology alongside vintage studio equipment, carefully maintaining the authenticity and integrity of the original analogue recordings. The result of this painstaking process is the highest fidelity the catalogue has seen since its original release.

The collection comprises all 12 Beatles albums in stereo, with track listings and artwork as originally released in the UK, and 'Magical Mystery Tour,' which became part of The Beatles' core catalogue when the CDs were first released in 1987. In addition, the collections 'Past Masters Vol. I and II' are now combined as one title, for a total of 14 titles over 16 discs. This will mark the first time that the first four Beatles albums will be available in stereo in their entirety on compact disc. These 14 albums, along with a DVD collection of the documentaries, will also be available for purchase together in a stereo boxed set.

11 comentários:

Karocha disse...

O Blog do ié-ié é muito bom, como gosto muito de música estou lá sempre , respeito muito, mas eu sou Stones!
Dos Beatles 2 ou 3 não mais :-)

Dr. Assur disse...

O problema consiste no facto de cada album ter à volta de 40 minutos de músicas e os CD deles serem estupidamente caros.

Provavelmente estes vão vir com extras para encher o CD.

"A ver vamos" como diz o ceguinho.

Para os mais curiosos:

http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&sql=11:hifrxqw5ldse~T2

MARIA disse...

Felizmente que a vida é um composto múltiplo de emoções: nem sempre lutas, tensões, nem sempre guerra. E realmente a poesia e a música são por certo benções especialíssimas num mundo em estado de tão grande conturbação, como é o da época que actualmente vivemos.
Este post é um presente muito especial. Sabe a amêndoas de chocolate com aquele sabor que só encontramos na Páscoa.
Perdi-me completamente nos links que aqui partilhou, embora já tivesse tido o privilégio de visitar o seu amigo ié.ié, fiquei maravilhada com o link para os Beatles que quer queiramos quer não constituem um marco incontornável na música.
Ainda bem que os partilhou aqui. Muito obrigado.
Aproveito para lhe desejar a si e aos que aqui seguem os seus escritos e ensinamentos uma santa Páscoa.

Maria

joserui disse...

Who cares José? Quando isto saiu em CD a primeira vez foi re-masterizado como, analogicamente? Os génios do marketing devem querer dizer que é a primeira vez que é *re*-masterizado, desde essa primeira re-masterização digital em CD.
Linguagem da treta e assuntos da treta é o que temos neste Mundo em todo lado. Mentiras e enganos. O que tem piada, ou nem tanto, é que esta treta de conversa é exactamente a mesma da política e da justiça. Talvez seja daquelas ironias à inglesa, ter publicado aqui esta notícia. -- JRF

josé disse...

Não me parece que assim seja. Tenho o Love, saído em 2006 e a qualidade de som em dvd-a, é de facto assinalável e superior ao cd normal.

Os cd´s dos Beatles, quando sairam no final dos anos oitenta ( 1987), não tiveram o tratamento técnico que hoje é possível.
Com o aparecimento da remasterização em 20 e 24 bits ( alguns cd´s dos Creedence Clearwater Revival por exemplo) foi possível melhorar muito o som àspero do cd. Com o advento da técnica HDCD, idem. Com o aparecimento do SACD e DVD-A ( caso dos discos de Bob Dylan e Stones e ainda muitos outros, como alguns de Neil Young, o avanço ainda foi maior.
Anuncia-se agora o blu-ray, como a maravilha última do som digital, semelhante agora ao vinil que para mim, continua imbatível. Principalmente se os discos forem prensado em vinil de 180 gramas.

Por isso, sejam bem vindas as novas remasterizações dos Beatles. Mesmo que possa ser mais um gimmick, depressa se saberá.

josé disse...

Os discos dos Roxy Music editados recentemente em HDCD estão muito melhores que os originais, editados nos anos noventa em cd.
Tenho um deles ( Country Life de 74) nos dois formatos e é notória a melhoria de qualidade sonora.

Quem fala nos Roxy pode falar por exemplo, no Dark Side of the moon dos Pink Floyd, cuja remasterização melhorou o som original do cd anterior. E o Abraxas dos Santana, regravado em 24 bits por ocasião do 30º aniversário ( em 2000), é fabuloso.

E há mais assim.

Karocha disse...

E por falar em Roxy Music, José, o Bryan Ferry lançou no ano passado um cd de Jazz espantoso!

joserui disse...

não tiveram o tratamento técnico que hoje é possível
Estamos a falar de uma re-re-masterização. No mínimo. Digamos "a primeira" re-re-masterização. A primeira re-masterização digital é que não é.
Marketing puro. Conversa da treta. E não duvido que seja um audiófilo de primeira água, mas a maior parte do povo vai ouvir as mesmas músicas de sempre em colunas de 3cm, auriculares de mp3 ou coisa do género.
Um dos males desta sociedade e que levou a este colapso financeiro, é o consumo pelo consumo, de todo o lixo que não é preciso. Uma caixa dos Beatles é pouca coisa, mas não deixa de ser uma treta inacreditável.
Aliás, para terminar, o que se diz agora é que o vinil está com melhor som que o CD (sem a conversa da guerra cd-vinil), porque são masterizados para equipamento alto de gama, enquanto os cds são masterizados para equipamento fraquíssimo (mp3, pcs, auto-rádios etc que é na verdade onde se ouve música hoje em dia). -- JRF

joserui disse...

José note que não sou contra a melhoria técnica e não duvido que hoje se pode fazer mais que antes.
Mas repare que depois das promessas do SA-CD, o que se verificou foi um "downgrade" do som. Passou para o mp3 por questão de hábito da populaça. As revista de HI-FI hoje tratam o mp3 (diversos sabores) como se fosse som de qualidade -- e é de qualidade qb para o equipamento disponível.
Ou seja, eu queixo-me é da conversa de marketing. Re-facturar a mesma treta vezes sem conta é uma das regras mais velhas do livro. Escusam é de mentir, a dizer que é a primeira re-masterização digital. Porque não é. E não suporto a mentira continuada que me chega aos ouvidos hoje. -- JRF

josé disse...

Joserui:

O cd nunca teve um som semelhante ao do LP de vinilo.

A gravação e reprodução de um cd difere substancialmente de um disco de vinilo, por uma razão conhecida: a diferença do digital para o analógico.
A frequência de amostragem do sinal digital determina a qualidade final, parece-me.
Por muito sofisticado que os aparelhos sejam, não trazem as ondas sonoras, "lineares", do mesmo modo que o Lp que as grava em modo contínuo e e sem cortes, ínfimos que sejam.
A reprodução de um Lp por um bom sistema de som, com um gira-discos decente e uma cabeça de leitura decente, suplanta a qualidade sonora de um leitor de cd´s equivalente.

Estou farto de fazer a experiência. E até a fiz esta semana com dois LP´s. Um de 1977, prensagem espanhola e outro de agora, com vinilo de 180 gramas, da Alemanha.
P disco é American Stars and Bars, de Neil Young. A diferença sonora é bem audível a favor da prensagem mais recente.
As prensagens japonesas são lendárias pela qualidade.

O som mp3, para além de digital, ainda aparece comprimido, para além da compressão já natural num cd.

Um cd "amostra" o som numa frequência de 44.1 Khz e em 16 bits, normalmente.
Os melhores sobem para 2o e 24 bits.
O DVD-A e o SACD, "amostram" em 96 KHz( multicanal) ou em 192 kHz a 24 bits ( stereo).

Os mp3 quando muito "amostram" em formato de 320 kbps.

A questão hoje em dia é a facilidade de acesso à música e imagens do you tube.

Há quem diga que a Apple com o iPod matou a música

joserui disse...

O cd nunca teve um som semelhante ao do LP de vinilo.
Eu sei! Por isso mencionei a "guerra".

A diferença sonora é bem audível a favor da prensagem mais recente.
Mas isso foi mais ou menos o que eu disse. Depois do digital, o vinil (é vinilo?) atingiu patamares que nunca tinha atingido antes. Deve ser mais uma "ironia à inglesa".

Há quem diga que a Apple com o iPod matou a música
Porquê? Considerando o que disse antes, digo mais: De forma nenhuma. Quer quiser ouvir música nas melhores condições de sempre pode fazê-lo, só é necessário dinheiro.
A música pop sempre teve uma re-masterização miserável para equipamentos alto de gama. Pura e simplesmente não é gravada para eles. Tem de se ouvir alguma coisa nas colunas do computador e aparelhagens de 200€.

Eu vejo por mim uma coisa -- ainda tive a veleidade de querer ouvir música aqui há uns anos. Mas é impossível sentar-me em sossego para o fazer. Hoje praticamente 100% do que ouço sai de um iPod. Sai para colunas B&W, via amplificador NAD, mas do iPod. Tenho muitas músicas gravadas "lossless", mas a verdade é que não faz diferença para a melhor compressão AAC (as músicas ITunes Plus por exemplo). Suponho que para mim acabaram as "tangas" audiófilas.
Vou colocar a culpa na sociedade! Na corrida do rato. Nesta vida que não nos deixa tempo para nada :) -- JRF

o GRAsnar de António Costa