quinta-feira, 23 de abril de 2009

Os economistas servem para quê?

Se é economista e nem se deu conta que isto iria suceder, deveria seriamente considerar o valor da educação que recebeu e dedicar-se a coisas com valor tangível para a sociedade, como apanhar couves.”-. comentário citado pela Business Week, em patrick.net



Para que servem os economistas? Para governar e ensinar com a autoridade daqueles que nunca sem enganam e raramente têm dúvidas, é para o que servem.


Então, duas revistas- uma francesa, Marianne; outra americana, Business Week- dedicam as suas paginas desta semana ao mesmo assunto: as limitações e charlatanices dos que nunca se enganam e raramente têm dúvidas, ou seja, os economistas.


Escreve a Marianne: “ Durante três décadas, a “ciência económica”, do alto das suas verdades em primícia, inspirou as políticas. Hoje pagamos o preço de modo cruel. Graças a quem?” E ainda: “Hoje, para sairmos da armadilha em que nos meteram é impossível encontrar dois economistas que estejam de acordo. Mas falam, falam...” .

Por seu turno, escreve a Business Week: “ A maioria dos economistas não conseguiu prever a pior crise económica desde os anos 30. Agora nem sequer conseguem um entendimento para a resolver. E daí a pergunta da revista:


“Para que servem os economistas?”






Clicar nas imagens para ler melhor

PS. Antes que chegue aí uma brigada de ofendidos, declaro já que escrevi isto de tongue in cheek. E ainda que gosto de ver Jorge Braga de Macedo e Pina Moura na TVI às quartas à noite a falarem livrmente sobre fenómenos económicos. E que preferia ver Braga de Macedo num ministério do que numa faculdade, embora reconheça que já lá esteve e de pouco adiantou.

29 comentários:

jbp disse...

Soares: «Descolonização foi óptima»

O ex-Presidente da República defendeu, esta quinta-feira, que «foi óptima» a forma como os responsáveis políticos do pós-25 de Abril conduziram o processo que, na década de 1970, culminou na independência das ex-colónias portuguesas, escreve a Lusa.

«A descolonização foi óptima, foi feita num tempo recorde que admirou muitos países que fizeram descolonizações, como os franceses», disse Mário Soares, no encerramento das Jornadas de Ciência Política promovidas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

http://diario.iol.pt/politica/mario-soares-25-de-abril-descolonizacao-adriano-moreira-odete-santos-tvi24/1059235-4072.html

oh se foi óptima, serviu para encher os bolsos deste menino

Jose Silva disse...

Caro José,

Há muitos economistas que previram isto: Não são é mainstream.

Em Portugal: resistir.info; Carlos Novais (blogue vento sueste e causa liberal).

Nos Eua: MISH (aliás não é economista, considerado pela Time o melhor blogue de economia) Peter Schiff, etc.

Basicamente esta crise do capitalismo motivada por crescimento económico baseado na expansão de moeda sem poupança prévia vem provar as teses de escolas de pensamento económico minoritárias (economistas marxistas e austríacos).

Para mais sobre o assunto, aqui:

http://norteamos.blogspot.com/search?q=marxistas+austriacos

Karocha disse...

José como sabe o meu "rapaz" tem a sua opinião!
E o que ele quer fazer como tese de doutoramento é brilhante!!!

Karocha disse...

José
Quanto à sua pergunta, servem para os meteorologistas, terem razão :-)
Piadas entre eles eheheh

Anónimo disse...

A maioria deles continua a pensar (ainda hoje) que aumentar impostos para encobrir a despesa em excesso do Estado é uma redução do défice e nem sequer lhes passa pela cabeça que o resultado a prazo é desastroso. Basta ligar a televisão e ver como dizem "este governo reduziu o défice".

Karocha disse...

Flash Gordo

O meu rapaz, não!
Anda a estudar como mudar...

Leonor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

A economia é a adivinhação do futuro pela observação da pobreza alheia, e um economista é uma espécie de cartomante, que em lugar do tarôt usa as estatísticas.

Mani Pulite disse...

Alguns servem para prever que há uma forte probabilidade de o Estado português entrar em bancarrota daqui até ao final do ano.

josé disse...

Leonor?

O que fez agora a senhora do DCIAP?

Passou à reforma?

Karocha disse...

Leonor
Antimio de azevedo!

Quanto ao meu Rapaz, que tem um blog , que o José conhece e se a Leonor quiser eu dou-lhe o endereço, está a estudar um conceito de Economia, com psicologia e coisas orientais que tem muita graça!
Ele diz que os economistas têm que dar dois passos atraz para dar um para a frente!!!

Karocha disse...

Quem José
A Maria José Morgado????

josé disse...

O que vem lá no blog do Guilherme tem muito interesse porque vai na direcção que intuo há muitos anos, sem ser economista ou algo que pareça.

Por um tempo, pensei que o Pedro Arroja poderia dar um contributo.
Desisti. Dali nada sai a não ser uma completa dispersão pelo caos intelectual, com duas ou três ideias erradas e uma ou outra acertada.

Depois, no entanto, é uma caldeirada que não tem pés nem cabeça.

Na minha opinião claro.

Leonor disse...

O que fez? Nada! É defeito meu: estou cansada de vê-la a cirandar pelos meios de comunicação como se fosse vedeta ou não tivesse mais nada com o quê se ocupar. E, por vezes, dou comigo a pensar que, quiçá, possa não estar sujeita às mesmas regras que os pares.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1376115&idCanal=62


Karocha: Falo do outro, verdadeiramente insuportável para mim: o Metelo.
O sítio do seu filho? Sim, diga lá que passo a fazer-lhe uma visita.

hajapachorra disse...

Claro que a economia ainda não é uma 'ciência', mas está a caminho, desde Aristóteles. Já outras aldrabices passam desavergonhadamente por 'ciências' ou, mais matreiras, por 'ciências cognitivas' e ninguém se rala e o pagode é que paga. Infinitamente mais perniciosas são a sociologia, a linguística, as ciências da educação, a pedopsiquiatria, os estudos de género e outras paspalhices metodológicas.

Leonor disse...

A Maria José? Não cara Karocha, falamos mais candidamente...

Leonor disse...

No outro dia, penso que foi no expresso da meia-noite, ouvi um tipo (que não conheço, nem recordo o nome ou nem sei se vi o suficiente para saber quem falava) que defendia que isto só endireita quando as despesas públicas passem a ser escrutinadas pelos cidadãos. Eu comungo dessa ideia. Se os tipos que nos governam são eleitos para gerir o dinheiro de todos, por que não tornar público (obrigatoriamente publico) os procedimentos e decisões de gestão desses dinheiros? Por que raio, dizia ele, temos de esperar que seja o Tribunal de Contas a fiscalizar essa gestão, muito tempo depois e só em alguns casos?

José disse...

Para responder a essa pergunta, basta olhar para o BCE.

Quando a "crise" estava já à vista de de qualquer "ceguinho", recusavam-se a baixar os juros - para dinamizar a economia e o emprego - porque estavam "preocupados com o aumento da inflação" (que era resultado da especulação, normal para os economistas, que levaram o preço do crude para valores "transitoriamente absurdos").

Quando a inflação começou a "despencar" em virtude da crise estar galopantemente descontrolada, baixam,... e baixam,... e baixam, os juros, promovendo uma ameaça de deflação, SITUAÇÃO QUE NÃO VAI ACONTECER, GARANTEM ELES! Até à próxima "asneira".

E ESTES SÃO DO BCE!

Do nosso "BCE", Victor Constâncio, nem vou fazer comentários,...

Um abraço!

GPS

Leonor disse...

VC? Outro que ainda não entendi como se mantém no lugar e a ganhar milhões!! Enfim, como diz: no comments!

Karocha disse...

Aqui vai Leonor . como trabalha muito o blog não tem sido actualizado, mas dá para ler e ir aos arquivos!

http://sublegelibertas.wordpress.com/

Anónimo disse...

"Alguns servem para prever que há uma forte probabilidade de o Estado português entrar em bancarrota daqui até ao final do ano."

Até há quem diga que já está e que o facto de despesas do estado central estarem a ser passadas para as autarquias poder ser um sinal de diferimento para conseguir aguentar os números até às eleições, porque depois já não interessa. Entretanto as autarquias têm que ir a casa dos contribuintes buscá-lo, ou vão ao banco e depois vê-se.

Leonor disse...

Já dei uma espreitadela e vi muita matéria (gráficos e equações) onde sou uma completa leiga.

Atenção: cuidado com as influências maternas em excesso em matéria de sarcasmo britânico :))

Obrigada, karocha.

Leonor disse...

Afinal, não sou a única com defeitos. Há mais quem se transcenda na vertigem falante: http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/1376363.html

Karocha disse...

Já o avisei Leonor, mas esta-lhe na massa do sangue :-))

Rebel disse...

A Economia é um pouco como a Lógica que é um método absolutamente seguro de chegar a uma conclusão falsa a partir de premissas verdadeiras!
A Economia parece-me ser uma ciência humana que congregando uma série de saberes e equacionando uma série de dados por ela fornecidos, consegue por toda a gente a viver mal.

Rebel disse...

As ciências humanas existem e fundamentalmente têm de ser capazes de prever e de criar teorias que satisfaçam os requisitos das questões postas pela comunidade científica. Todas as que o Hajapachorra nomeou satisfazem esses requisitos. Admito que também eu acho que há muito pouco de "científico" em muita daquela coisa toda.
Mas hoje em dia, cada um acredita no que quer. Há malucos para acreditar em tudo, até em ciência!
Vidé Karl Popper!

Nortada disse...

Não sou economista, sou gestor, troquei a economia pela gestão pela envolvente demasiado política da decisão económica em detrimento da racionalidade, mas não posso deixar passar em branco essa linha de abordagem. Muitos e bons economistas, há mais de 8 anos que avisam que o Julho de 2008 teria inevitavelmente de acontecer algures no tempo...talvez se a "Política", não os tivesse apelido logo de velhos do Restelo cá dentro, ou desalinados lá fora...

Leonor disse...

José: continuo a tentar decifrar o significado da sigla em cima: GPS.
(ignorância minha?!)

Rebel disse...

Só pode ser uma coisa:
Global Position System?
Ou não!