sábado, 9 de maio de 2020

Chamar ténia à Tânia é crime?

CM de hoje:


A notícia parte de um equívoco: o de que o MºPº terá acusado um advogado pela prática de crimes de difamação a uma jornalista, a nossa conhecida Tânia "pente-fino" Laranjo. "Pente fino" é alcunha minha derivada do modo arrevesado e irritante como escreve. A expressão é antiga e cretina, nada mais. Como "arrasar". Não conhecem outras expressões a abusam destas como se fossem o nec plus ultra do português sem mestre.
A jornalista, porém, é mais que isso: a par de notícias e reportagens com valor relativo tem muitas onde tal valor se esvai no sensacionalismo, manipulação e desinformação. Além de asneiras notórias e abuso de liberdade de imprensa que passa quase sempre impune. Enfim, jornalismo caseiro.

Ora o crime de difamação, por causa dos tais "insultos" no Twitter,  tem natureza particular, ou seja só pode ser acusado por um particular que se  constitua assistente no processo ( requerer ao JIC, pagar taxa de justiça e constituir advogado). A dita jornalista teve que se submeter a tais regras, evidentemente, o que causa perplexidade.
Depois disso, o MºPº pode ou não acompanhar tal acusação. Será esse o caso? Ainda assim, não é o MºPº que acusa, mas a assistente e o MºPº acompanha.
Enfim, mais jornalismo do costume.

Porém há outra questão: então uma jornalista habituada a mexer na intimidade de algumas pessoas, naquilo que muitas vezes é a miséria humana mais escabrosa, na podridão de costumes e actividades, na cloaca das misérias humanas, a manipular informação que ofende e prejudica por vezes muitas pessoas, deliberada ou negligentemente, em nome de um duvidosíssimo interesse público informativo, ofende-se por um advogado lhe chamar "ténia"?  É que parece ser a única injúria, ou "insulto" de que se dá nota na notícia...e a Tânia nunca poderia ser uma "ténia", sendo o trocadilho de mau gosto mas inoque.  A Tânia é apenas uma má jornalista, por vezes que são de mais, infelizmente.

Enfim.

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