segunda-feira, 25 de maio de 2020

Jorma Kaukonen e os concertos da quarentena

Há cerca de dois meses contei aqui a minha história sobre Jorma Kaukonen e o grupo Hot Tuna, cujas músicas colecciono há 40 anos e cujos discos originais são estes:


No início de Abril Jorma Kaukonen que vai fazer 80 anos este ano, começou a transmitir no YouTube uma série de concertos semanais estritamente acústicos, "concertos da quarentena", apenas acompanhado da viola que comprou quando começou a compor há mais de 50 anos ( uma Gibson J-50 que usa, além de outras, nos concertos).
Já vai na oitava edição de tais concertos que podem ser vistos  em directo, aos Sábados, a horas mortas, atenta a diferença horária e depois em qualquer altura porque estão disponíveis em tal canal. No próximo Sábado já está prometido o nono da série.

Jorma Kaukonen e a mulher, Vanessa, têm  um pequeno rancho no Ohio, onde apresentam os concertos e que noutras alturas serve como ponto de encontro de reunião de "motards" e para ministrar cursos de guitarra, além do mais.
Jorma Kaukonen, filho de um diplomata americano com raízes finlandesas,  conta a sua história de vida numa autobiografia que ando a ler porque conheço e aprecio quase todas as suas músicas desses discos e de outros saídos nos anos oitenta, como Jorma e outros.

Quem não conhece esta música e discos não sabe o que perde:


Antes dos Hot Tuna Kaukonen ajudou a fundar os Jefferson Airplane mas é daquele grupo que ficam as músicas mais interessantes e que podem ser ouvidas nos concertos.

O do passado Sábado:



Jorma Kaukonen e a mulher Vanessa que conheceu nos anos noventa, depois de muitas vicissitudes na vida pessoal ( contadas na autobiografia que ando a ler e estou quase a acabar) , apresentam tais espectáculos reservados e destinados aos apreciadores da sua música, acústica e eléctrica mas aqui apenas acompanhada pelas guitarras acústicas que Jorma Kaukonem toca com mestria e virtuosismo assinaláveis.

Os vários concertos, para mim, são qualquer coisa de extraordinário pela simplicidade e qualidade intrínseca das músicas e performance do artista.
Sou suspeito porque gosto de quase todas as músicas, com muita raiz nos blues e country. Fico fascinado com o jogo de mãos naquelas guitarras, que tocam sempre as cordas certas e tiram de lá o som perfeito.

É uma bênção haver gente assim que dá tanta a alegria musical a quem aprecia. Obrigado Jorma.

Sem comentários:

Comé qué?