quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Quebra de confiança", dizem




Para já continua o abuso de poder. Impune e impante. Leia- se esta pequena notícia do Correio da Manhã citado aqui. E aqui.


O assessor do Inenarrável telefonou a uma jornalista da Lusa ( a agência de notícias portuguesa em que o Estado é accionista maioritário e que tem como director Luís Miguel Viana) para ela escrever algo que interessava ao patrão e que este só diria no dia seguinte, como disse. "Não basta ser rico para ser bem-educado", era a frase estudada e premeditada como resposta às invectivas do dono do Pingo Doce que disse cobras e lagartos do Mentiroso, na tv. Chamou-lhe isso mesmo.


Como o chefe dera ordens de marcha para que a Lusa publicasse o que lhe convinha ( a Lusa é uma empresa com vários accionistas em que o Estado detém a maior quota, e tem como director Luís Miguel Viana, repito) e a jornalista se recusasse a publicar o que ainda não fora dito, castigo disciplinar em cima, segundo o C.M., por "quebra de confiança".

A medida pode entender-se ainda como profilática e um aviso aos restantes trabalhadores da Lusa de que são meros funcionários públicos, sem terem sequer os direitos destes.


E já agora "confiança" para com quem? O público? O accionista maioritário que é simplesmente o Estado e não o Governo?


A quebra de confiança que agora se verifica, para com o público, deveria obrigar o director Luís MIguel Viana ( repete-se o nome) a demitir-se imediatamente.


Mas isso...só se vivêssemos numa Inglaterra ou assim. Por aqui, a ética é outra.

6 comentários:

lusitânea disse...

Quem se mete com o PS leva!Mas democratas como eles nunca houve.Uns pobrezinhos a cuidar do rebanho...

joserui disse...

Estes indivíduos quando falarem da censura no antigo regime, vão ter que passar a lavar a boca com sabão macaco. Que isto está bonito e recomenda-se. -- JRF

Karocha disse...

Mais o "Camões" !!!

Maria disse...

Farto-me de rir com o que o Joserui escreve. É do melhor que há. Os tempos não estão para graças, mas eu, que sou positiva, perante o estado lastimoso do país preciso destas larachas bem metidas para me alegrar o espírito, caso contrário a vida ainda me pareceria mais cruel e angustiante do que já é. É uma espécie de anti-depressivo.
Como eu, estou certa de que os portugueses que passam por aqui e as lêem também precisam delas e de que maneira.
Os suicídios em Portugal sucedem-se a um ritmo alucinante e há-os em todas as idades e classes sociais. Os motivos adivinham-se.
Quer-me cá parecer que os grandes democratas do sistema, mais conhecidos por vigaristas encapotados, dão pulos de contentes com esta terrível desgraça que se abateu sobre os portugueses mais frágeis. Significa menos gastos no auxílio a gente sem recursos e sobretudo uma considerável poupança em todo o tipo de subsídios outros.... Dinheiro este que, a somar a mais uns bons milhões diàriamente roubados aos portugueses (no rapinanço são mestres e neste particular o FMI não lhes mete medo nem os inibe mìnimamente), entra directamente para as gordas contas off-shore de meia dúzia de ladrões de colarinho branco. E olé!
Maria

rita disse...

Vergonhoso!

joserui disse...

Hehe... Maria, vivo para agradar! -- JRF

Carros de música corrida