segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os meios a banhos

Sol:

O inquérito à compra dos dois submarinos, em 2004, pelo Governo de Durão Barroso e Paulo Portas, pouco avançou no último ano e luta com falta de meios.

A investigação – a cargo do Departamento central de Investigação e Acção penal (DCIAP) – conta com apenas um magistrado, nomeado há meio ano e que acumula o serviço com outros inquéritos. Por outro lado, as traduções da documentação enviada no início deste ano pelas autoridades alemãs estão quase na totalidade por fazer. E ainda não foi contratada nenhuma empresa especialista na área da defesa para fazer peritagens e coadjuvar o trabalho do Ministério Público (MP).

(...)

A directora deste departamento, Cândida Almeida, tem feito vários pedidos ao procurador-geral da República (PGR) para adjudicação de meios ao inquérito. O DCIAP ficou desfalcado desde que, no início deste ano, a Inteli (empresa de capitais públicos e privados, especialista em contratos de contrapartidas na defesa) se declarou indisponível para continuar a coadjuvar o inquérito, depois de a sua imparcialidade ter sido posta em causa nos processos disciplinares às magistradas que trabalhavam na investigação e à própria Cândida Almeida – que foram arquivados (ver texto em baixo). A empresa retirou-se, aliás, prescindindo de receber os honorários a que tinha direito pelo trabalho já feito.

Comentário: portanto há falta de meios no DCIAP, organismo que depende directamente do PGR. Segundo o blog Do Portugal Profundo, meios parece coisa que não falta na PGR, para...viagens. Em dois anos, já voaram 175 mil euros.

1 comentário:

Wegie disse...

Já que ninguém diz nada aqui vai:

Estou a ver que se calhar os submarinos, os sobreiros e tal vão ficar de molho enquanto que os freeports, faces ocultas e tal levam um empurrãozinho. E assim fica demonstrada a independência política do MP.