sexta-feira, julho 08, 2011

Balsemão e o jornalismo sabujo

Manuela Moura Guedes em entrevista à revista Sábado de ontem: " Não tenho culpa que José Sócrates tivesse tantos episódios na sua vida que merecessem investigação."
E mereciam! E poucos quiseram saber. Nas tv´s, apenas MMG se atreveu a dar notícias com reportagens e investigação autónoma. Foi corrida da TVI em circunstâncias que atentam contra um Estado de Direito porque se comprovou por escutas telefónicas que não foi possível preservar integralmente e esconder totalmente da opinião pública, como era desejo de alguns, que o primeiro-ministro, com alguns homens de mão queria mesmo intervir em certos órgãos de informação. O caso foi alvo de inquérito parlamentar mas ficou em águas de bacalhau como é costume em Portugal.
Manuela Moura Guedes iria para a SIC, tendo até contrato verbalmente apalavrado. Pelos vistos o patrão do grupo, o célebre Balsemão que há uns anos teve a fama de não intervir no Expresso e respeitar os critérios editoriais, opôs-se, contrariando essa fama de isenção postiça.
Porquê? Por uma razão plausível: Manuela Moura Guedes iria continuar a estragar-lhe o jornalismo suave da SIC e de outros órgãos de informação que detém. Prefere continuar a perder dinheiro com o tal jornalismo suave do que meter-se em alhadas com os poderes that be.
É este o jornalismo que temos- o das Anitas na tv que vão com as outras. O do pensamento único e sem partir pratos. O do conformismo mais chão e do discurso empaleado em chavões e conceitos pronto a vestir. Numa palavra: o jornalismo sabujo.

Questuber! Mais um escândalo!