terça-feira, 19 de julho de 2011

O jacobinismo é uma arma carregada de passado

Vital Moreira, o jacobino-mor do reino republicano, no Público de hoje defende o Estado contra a mediocracia. "A democracia não pode ser uma mediocracia", escreve, a propósito do caso News of the World.
"Numa sociedade liberal-democrática não pode haver nenhum poder absoluto, nem o dos media. Nem pode haver liberdades ilimitada, incluindo a liberdade de imprensa. Deve prevalecer sempre a velha regra liberal segundo a qual a liberdade de uns acaba onde começa a lesão da liberdade de outros."
"Uma democracia que se preze não pode deixar de submeter o poder mediático aos limites constitucionais e legais que valem para todos os outros poderes fácticos.", escreve o jacobino, encartado das ideias de Afonso Costa!
Tudo isso para dizer o quê, essencialmente? Que a liberdade de imprensa não pode servir para atacar os poderes instituídos e incomodar demasiado as "pessoas públicas, a começar pelos políticos."
Com Vital Moreira estamos sempre garantidos nesta vertente das liberdades: o respeitinho tem cabelo... branco.

Como toda a gente sabe, o Reino Unido tem uma Constituição solidificada num pergaminho que vem do século XIII e que nem artigos tem! Destinava-se apenas a uma coisa: limitar o poder absoluto do rei: "O documento garantia certas liberdades políticas inglesas e continha disposições que tornavam a Igreja livre da ingerência da monarquia, reformavam o direito e a justiça e regulavam o comportamento dos funcionários reais."

Em Portugal, pela influência comunista do então marxista-leninista estalinista Vital Moreira, foi aprovada uma Constituição que nos garantia o caminho para a sociedade sem classes. A tal sociedade "liberal-democrática" que se danasse.
Ao longo dos anos "os poderes fácticos" lograram mostrar ao actual jacobino que era melhor defender o tacho do que ideias perdidas e por isso mesmo virou casaca, coseu-se com as melhores arreatas ideológicas do dia e agora proclama a excelência do primado do Estado laico, republicano e "socialista democrático", já sem veleidades de caminho para os amanhãs a cantar.
Fez todo o esse percurso sem dar um ai de arrependimento, antes se virou contra os antigos camaradas, num manifesto de traição.

Como se vê pelo escrito defende agora a "sociedade liberal democrática" com o mesmo fôlego ideológico que antes defendia a sociedade sem classes a caminho do socialismo. E sem tergiversações que isso é coisa para fracos de espírito.

2 comentários:

lusitânea disse...

Este cortiça do VM andará a flutuar até morrer.Por mim espero que ele ainda venha a dar mais um golpe de rins e defender o que defendo...e sempre defendi.O que não é de estranhar de todo porque afinal a rapaziada está habituada a defender o "tudo" e o "seu contrário"

Wegie disse...

Já em 69 era um fura-greves impenitente. Se não fosse o Afonso Queiró não era nada nem ninguém...