sábado, julho 16, 2011

Marinho e Pinto, outro hipócrita.

Daqui:

Um debate sobre estado da Justiça, realizado esta quinta-feira, no Porto, acabou com um desentendimento entre Marinho Pinto e Paulo Rangel. Na acesa troca de acusações, o Eurodeputado do PSD rotulou o discurso do Bastonário de "populista e demagógico". Marinho Pinto sentiu-se "atraiçoado" e reagiu defendendo a ideia de que os deputados não devem ser advogados ao mesmo tempo.

Marinho e Pinto retomou a sua velha querela contra os deputados que são advogados e continuam a exercer porque o estatuto que aprovaram na A.R. nunca lhes impediu tal acumulação. A ideia peregrina e antiga, agora retomada já foi visada pelos envolvidos: um disparate.
A investida de Marinho e Pinto não é nova. Em 2008 até tinha sido mais explícito:

Eu sou contra os advogados que são ao mesmo tempo deputados. É incompatível.” “Há suspeitas de que algumas sociedades ou alguns escritórios de advogados são preferidos pelo Estado em detrimento de outros. Iremos por cobro a isso.” “Quem faz leis no Parlamento não pode ter clientes privados.”

A pergunta que se pode colocar agora é muito simples: de 2008 para cá, não se ouviu um pio que fosse registado, de Marinho e Pinto contra os deputados-advogados ou contra os advogados legisladores.
Porquê, se foi nesse período que mais pareceres se pediram a essas firmas que Marinho e Pinto apontava sem nomear, pelo Estado e empresas públicas?

Marinho e Pinto, sob a capa de justiceiro "simplista, populista e demagógico" é ainda outra coisa: um refinado hipócrita, tacticista e que defende um poder político que esconde de quem lhe pergunta coisas nos media.
Foi isso que faltou dizer "cara a cara" na última sexta-feira.



Questuber! Mais um escândalo!