No Público de hoje, Jorge Almeida Fernandes escreve um pequeno artigo sobre o doido da Noruega que matou dezenas de pessoas, a tiro e à bomba. Aparentemente, sozinho. Cita um jornalista italiano, Pierluigi Battista para dizer que este, no Domingo escreveu a criticar a pressa nas interpretações: " Antes de apurar os factos, surge a febre da identificação do "inimigo", a procura de explicações que dêem segurança, de simplificações que ponham alguma ordem no que parecia privado de sentido."
Por cá, o Público de ontem na página 4 titulava : " Teria o "lobo solitário" uma matilha de seguidores entre as organizações de extrema-direita da Europa"?
No artigo não aparece uma única referência indicativa de tal "matilha", apenas os reflexos condicionados de um doido solitário e a vontade implícita de apresentar sinais de tal "matilha". Um wishfull thinking tenebroso, quase, e por isso mesmo obsceno, revelador do que é o jornal Público, actualmente.
Tal não obstou a que o especialista em relações internacionais Severiano Teixeira, achasse o doido, "um louco e um génio" que "tudo indica não foi o agente de uma organização".
Tudo indicava menos para a redacção do Público que acaba por dar inteira razão a Pierluigi Battista e ao afã em descobrir o "inimigo". Se ele se apresentar com hábito de extrema-direita, o mata-fradismo fica logo a salivar.
Por cá, o Público de ontem na página 4 titulava : " Teria o "lobo solitário" uma matilha de seguidores entre as organizações de extrema-direita da Europa"?
No artigo não aparece uma única referência indicativa de tal "matilha", apenas os reflexos condicionados de um doido solitário e a vontade implícita de apresentar sinais de tal "matilha". Um wishfull thinking tenebroso, quase, e por isso mesmo obsceno, revelador do que é o jornal Público, actualmente.
Tal não obstou a que o especialista em relações internacionais Severiano Teixeira, achasse o doido, "um louco e um génio" que "tudo indica não foi o agente de uma organização".
Tudo indicava menos para a redacção do Público que acaba por dar inteira razão a Pierluigi Battista e ao afã em descobrir o "inimigo". Se ele se apresentar com hábito de extrema-direita, o mata-fradismo fica logo a salivar.