terça-feira, 25 de outubro de 2011

Isto vai ficar assim?

RR:

Os 12 aviões comprados pelo anterior executivo socialista, que se destinavam ao transporte militar e vigilância marítima, custaram mais 115 milhões de euros que o previsto, indica uma auditoria do Tribunal de Contas à Locação de Aeronaves Militares, uma empresa do grupo Empordef - Empresa Portuguesa de Defesa.

A verba daria para comprar mais cinco aviões, que ajudariam a substituir os Aviocar da Força Aérea.


O acordo previa a entrega escalonada de aeronaves entre Junho de 2008 e Janeiro de 2010, mas a última aeronaveItálico chegou apenas em Março deste ano, tudo por causa de pedidos do Estado português para que se fizessem modificações nos aparelhos.


A derrapagem é assinalada pelo Tribunal de Contas, que fala numa complexa teia institucional e contratual e conclui que o Estado português não acautelou nem apresentou alternativas para minimizar esta situação.


De acordo com a entidade liderada por Guilherme d’ Oliveira Martins, nunca ficou claro, desde o início do processo, qual a entidade que deveria ter desempenhado a função de gestão da entrega dos aparelhos, o que originou uma dispersão de informação e de responsabilidades.


O Governo português deve por isso, segundo o Tribunal de Contas, ponderar o interesse na manutenção do actual quadro institucional, com a Empordef, que serve de suporte à aquisição e manutenção de equipamentos militares.


Ao Conselho de Administração da Empordef é sugerido que crie um sistema para acompanhar e controlar a evolução dos investimentos em que participa.


O tribunal de Contas é explícito: O Estado, ou seja, quem negociou em seu nome, não acautelou os interesses dessa entidade nem apresentou alternativas para minimizar a situação.


Isto não é dito por um curioso qualquer, um blogger anónimo ou um oposicionista de circunstância.


Se esta declaração solene do tribunal de Contas não tiver efeito algum estamos entendidos sobre a famosa "responsabilização": é um logro, uma aldrabice e quem quiser e estiver em posição para tal pode roubar à vontade. As eleições tapam tudo, depois.

Hoje na A.R., o deputado Paulo Campos fez dos outros que o ouviam uma cambada de imbecis. Gozou literalmente com o pessoal. Disse que a renegociação das PPP nas SCUT até foi um bom negócio e em vez do que se tem dito, antes pelo contrário, anda tudo a marchar erradamente. Ele é que está certo.
Até quando é que isto se mantém?

5 comentários:

joserui disse...

Vai. O TC é um verbo de encher. Sempre foi, não estou a ver que mude agora com uns aviões.
Quanto aos socialistas, sem vergonha e impenitentes, destruidores do país, esse Paulo Campos devia estar preso junto de muitos outros e a restituir o que subtraiu ao país em actos e omissões; mas tem por aí uma nulidade como o Teixeira dos Santos a desdobrar-se em "lições de sapiência", não há na sociedade uma reprovação generalizada destes indivíduos. O pior ministro das finanças da Europa e arredores, diz que não se arrepende de nada e há quem o convide para dizer isto e não falta quem vá ouvir. É terrível. -- JRF

JC disse...

"Isto vai ficar assim?"

Vai.

Porque quem devia tomar a iniciativa da investigação - o Ministério Público ou a Polícia Judiciária - não o vai fazer.

Por falta de coragem ou por outros interesses protectivos encobertos.
Tanto neste caso como em muitos outros que têm vindo a ser do conhecimento público e dos quais este blogue tem dado eco.

Com o mero conhecimento desta notícia da Renascença, aquelas duas entidades (mais o Ministério Público) deviam logo abrir um inquérito e não deviam ficar à espera que alguém - o Tribunal de Contas? o actual governo? - lhe comunicassem "formalmente" a situação para o fazerem.

ZéBonéOaparvalhado disse...

Os aviões foram comprados em 2007, segundo suponho, e só em 25 de Outobro de 2011 acordou a http://www.empordef.pt/main.html, dos desvios de dinheiro mal gasto e outras coisas mais,

A notícia é credível

Evidemente não faz, a não ser, para os interessados nas compras e vendas - porventura outro fornecedor dava mais a jeito comissionalmente - era como o material de incendio, tambem dava muitas comissões, deixou de dar.

A EMPORDEF devia apresentar uma queixa a quem de direito.

Os concursos, pela 1ª vez, eram postos na NET

ZéBonéOaparvalhado disse...

Novo Presidente do Grupo EMPORDEF SGPS, S.A.




Vicente Ferreira foi ontem nomeado presidente da Empordef, holding das indústrias de Defesa, pelo Ministro da tutela, José Pedro Aguiar-Branco.

O novo conselho de administração conta ainda com mais dois vogais executivos - António Mendonça e Luís Miguel Novais e um não executivo, Jorge Camões.

- Está desvendado o mistério (jobs) - a mata a arder e os aviões
dentro dos angares

Em 3 meses, este governo nada fez, ou por outra, andam à procura de bilhetes de electrico.

Governem e façam melhor, para isso foram eleitos

ZéBonéOaparvalhado disse...

As contas do Grupo de Empresas foi auditada por Abreu & Cipriano não encontram nada de ilegal.