O Público vai dispensar quatro dos seus cronistas, diz o i de hoje. Eduardo Cintra Torres, Luís Campos e Cunha, Esther Mucznik e Helena Matos.
Por coincidência dois ou três são do sector menos jacobino e de esquerda que o jornal faz actualmente gala em apresentar, aproximando-se frequentes vezes das posições políticas do Bloco de Esquerda.
Pedro Lomba ( que hoje escreve uma crónica muito interessante sobre a geração dos nossos pais, os que nasceram ou viveram os primeiros anos durante a II Guerra mundial) é o senhor que se segue? E Vasco Pulido Valente, também?
Por mim, a vassourada no Público devia ser ao contrário. A senhora Bárbara e os senhores Pacheco, Carvalho e Gaspar deviam dar o lugar a outros.
Não tenho prazer nenhum em que o jornal se afunde ainda mais, até porque ainda o considero o jornal de referência estética mais aproximado ao que leio.
Mas sinto a tentação de seguir o velho preceito do "quanto pior, melhor" e esperar que se afundem de vez para ver se saem de lá essas figuras jurássicas da esquerda jacobina que nos atrasa o país há décadas.
Paulo Azevedo não quer saber disto? Aguenta bem com o prejuízo?