segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reforço do jacobinismo no Público

O jornal Público prescindiu dos comentários de Luís Campos e Cunha, Vital Moreira, Helena Matos e Esther Mucznik e ainda António Vilarigues. Entram em campo aberto Correia de Campos, um sectário do PS; Paulo Rangel, um sectário do PSD; Francisco Assis, outro sectário do PS. Portanto, em vez daqueles cuja independência de pensamento era mais consensual, o jornal, para " observar a necessidade de respeitar o equilíbrio e pluralidade das várias sensibilidades e tendências de opinião na sociedade portuguesa" optou por dar a voz ao sectarismo partidário em vez de uma certa independência opinativa.
Como cereja no topo do bolo destas opções intelectualmente miseráveis e que irão conduzir o jornal a um fosso cada vez maior, escolheu um historiador mais "à maneira". Um intelectual académico, cujo pensamento resumido sobre a sociedade portuguesa contemporânea pode ser lida numa pequena entrevista que concedeu. Sobre o "fassismo" português, o historiador não tem dúvidas, como Eduardo Loureço não tinha:

"É claro que houve fascismo em Portugal. O salazarismo foi a adequação que as direitas portuguesas fizeram de um modelo fascista à conjuntura portuguesa. Neste livro sustento que o salazarismo é claramente o fascismo.

António José de Brito, que se assume como fascista e de extrema-direita , diz que há apenas afinidades entre o Estado Novo e o fascismo.

A ultradireita do regime defende isso. Não nos esqueçamos de que Jaime Nogueira Pinto sustentava a tese, em 1971 ou 1972, de que Marcelo Caetano era um criptocomunista… Melhor que António José de Brito, José Hermano Saraiva, em determinado momento, chegou a dizer que Salazar teria sido um antifascista, porque teria mandado prender fascistas. O Hitler mandou matar nazis, não é nazi, está visto; Estaline mandou matar 700 mil comunistas, entre 36 e 38, então não é comunista. Isto é absurdo, é óbvio que a pluralidade interna do regime incluía sectores, sobretudo da área intelectual e sectores de uma pequena burguesia mais moderna que do ponto de vista cultural imitava directamente o caso italiano ou caso alemão.

É isto um historiador! E do género dos que o Público afeiçoa: um perfeito jacobino.

14 comentários:

hajapachorra disse...

Nem sei se se deva chamar 'jacobino' a isto... parece mais concubino descerebrado o modelo que convém ao boletim do agit-prop sodomita.

Wegie disse...

O Loff, coitado, não é um jacobino. É só um pobre de espírito afogado em verborreia.

Monchique disse...

É o que eu venho a dizer há muito. Ainda alguém se deve preocupar com o Público, se o capitalista e democrata Belmiro que é o dono, sempre acessorado pelo Toninho Lobo Xavier, não se preocupa? Grave, grave, vai ser o ajoelhar de Passos, sempre acessorado pelo Relvas,frente ao Balsemão e ao dono da TVI, dando o dito por não dito, vai-nos obrigar a pagar as mordomias da SIC e da TVI e dos seus muchachos Costa&Nicolau Santos. No tempo de Salazar havia o condicionamento industrial, só os da côr podiam investir, agora existe o condicionamento da imprensa...coitadinhos mais um canal e e iam à falência. E onde está a livre concorrência e o pensamento livre? Qual a % de publicações que os grupos SIC e TVI tem no mercado? Isto não é condicionar a opinião do povo? Uma vergonha o que se está a preparar para favorecer Balsemão e a TVI.

hajapachorra disse...

O Loff, o Manel Loff, passou a colaborador do Púbico?! E o Vítor Ramalho não? É injusto e pouco jacobino, ambos mereciam o púbico da Dona Sãozinha.

ZéBonéOaparvalhado disse...

Não há duvida - o José não quer opinar sobre o organista - a minha sogra, ao saír da igreja, disse: - o "organista" está empaturrada com tanta hóstia que nem fala

Anónimo disse...

Esta gente gosta é de pregar pregos em caixões: "Armando Vara, Rui Pedro Soares e José Sócrates acertaram contornos da compra da TVI". É só mais um crime contra a liberdade de imprensa espetado em papel de jornal, num país onde uma velhinha quase vai a julgamento por não ter pago um shampoo num supermercado. Certamente, grandes figuras e vultos do pensamento filosófico neo-parisiense, como esse tal de Francisco de Assis, tratarão de puxar dos seus princípios éticos, morais e republicanos e mais uma vez fazer de conta que não se passou nada de criminoso no país.

josé disse...

Aparvalhado: vou repetir o que escrevi ali em baixo porque me parece suficiente. Não costumo variar o juízo que faço dos factos consoante as pessoas que estão envolvidas neles.


Perante os factos veiculados pelos media relativos ao homicídio de Rosalina Ribeiro, será quase impossível a Duarte Lima demonstrar ou mesmo permitir uma dúvida razoável no sentido de que nada teve a ver com esse homicídio. E é tudo o que se poderá dizer sobre o assunto.

ZéBonéOaparvalhado disse...

José - Como não tenho as suas responsabilidades cívicas é natural que extravase -mas, uma pessoa que é católica, é do PSD, fez negocios com o BNP, tem uma riqueza acumulável apreciável e canta no coro e toca orgão gregoriano - a questão que coloco amigo José - e se fosse um jacobino? teria o mesmo "far play" ou não?

Obviamente, por nada parecido, nem de perto nem longe - os "xuxas" levavariam prisão perpétua - no seu conceito

É esta contradição que não consigo compreender, numa pessoa como amigo e sempre a considera-lo, José.

Eu gosto de o lêr e vou continuar a fazê-lo, há assuntos que nem toco, simplesmente leio.

josé disse...

Aparvalhado:

estamos a falar de um crime de homicídio cujas provas assentam em indícios indirectos. Não há prova directa e evidente e a vítima não fala...

No caso da pedofilia que é o que se refere, claro, há vítimas que falam e eu acredito nas vítimas. É um defeito profissional se calhar, mas é assim.

No caso de Duarte Lima, no entanto, parece que o indivíduo teve pelo menos algo a ver com o assunto. Os factos conhecidos chegam para comprovar isso. Mas não chegam para comprovar inequivocamente que foi ele quem matou ou que quis mesmo matar.
E não é por ser do PSD ou do PS.

os factos não têm partido e o facto de alguém ser do PSD ou do PS, jacobino ou não também conta pouco para o caso.

A não ser o problema que o PS tem com a pedofilia...mas isso é outra história.

hajapachorra disse...

O aparvalhado do 'orgão gregoriano' deve ser heterónimo do Lopes, dos concertos de Chopin para violino, ou criptónimo do famoso engenheiro filósofo leitor de Caines, quiçá até do caçador de raridades bibliográficas que é o nosso bem apessoado e improvável PM, essa luminário que deu a conhecer ao mundo a fenomenologia do ser de sarte, esse pintas.

ZéBonéOaparvalhado disse...

O José é mais político que o dr. Anibal, coitado, é belfa - é certo, que a justiça já foi, agora cruza-se com outros interesses, como aqueles 2 juízes, ao fim de 5 anos,ainda tinham 30 perguntas por escrito, para fazer ao 1º ministro.

É obra.


Para falar da pedófilia, o José, é uma pessoa avalizada, isso eu sei para falar do tema, devo dizer, entretanto, que não sou um "Torquemada", há quem se preste a sê-lo?

Acompanhei e acompanho o tema, cá em casa estamos divididos, tão só. e na sua, José?

Há quem diga, que o Domingos é "rôto das costuras" - quem sou eu para afirmar, bocas e mais bocas, é só - de facto não se conheçe nenhuma "partner" na vida.

A rapaziada, hoje,legalmente, pode unir os trapinhos - até o inenerrável Cameron, vai nessa.

Vou ouvir, no Y Tube, musica gregoriana, alguma dela, tocada no orgão da Capela - é como o fado acompanhado à viola.

zazie disse...

ehehe
O Aparvalhado julga que o organum era um instrumento musical

ae disse...

uhm

zazie disse...

Alors, ça marche?

O verdadeiro super-juiz