
Atenção a toda a gente que vê, ouve e lê: está em curso mais uma cabala contra o PS, particularmente um seu actual deputado, ex-governante, co-responsável pela renegociação das Scuts no âmbito das parcerias público-privadas.
Paulo Campos, coitado, é a pobre vítima de mais esta ignóbil cabala que só atinge gente do PS. Foi Basílio Horta, o ex-centrista, apaniguado dos governos de José Sócrates quem o disse com a língua de trapos que por vezes o caracteriza.
Ontem, no Parlamento, a vítima da manobra, para denunciar a cabala mostrou uma capa com documentos apócrifos. Mostrou os documentos capeados com o logo de uma empresa de consultadoria "de negócios", a KPMG, (uma das responsáveis pelos estudos que permitiram o lançamento de duas das nove concessões rodoviárias) dando assim a entender que os documentos apócrifos eram da responsabilidade da mesma e atestando por isso a denúncia de cabala com provas irrefutáveis.
Azar da vítima: os documentos em causa não eram da KPMG, a firma já veio desmentir e denunciou a vítima da cabala como um mentiroso puro e simples.
É demais: vítima de cabalas e mentiroso, ao mesmo tempo. Perante a acusação, cala-se e deixa que outros falem por ele: é cabala! É cabala!, estribilho já usado em vezes que tais.
PS. Entretanto, para recortar ainda mais os contornos da cabala em curso, Marques Mendes, segundo o mesmo Sol de hoje, denunciou ontem na TVI outra negociata entre o Estado no âmbito das SCUTS: o governo de Sócrates acordou com a Mota-Engil ( firma geralmente também vítima de cabalas) dar-lhe um bónus com a renegociação de três das auto-estradas que já estavam concessionadas à empresa. Não contente com os termos dessa renegociação, a firma exigiu e o Estado aceitou, integrar no pacote de renegociação duas outras auto- estradas que não eram scuts e já tinham portagens ( por isso era preferível deixar como estava). Assim, por causa dessa negociata, o Estado português então liderado por aquela vítima de cabalas, vai pagar mais 1, 42 mil milhões de euros...
Diz o Sol, citando Marques Mendes, que quase dava para pagar os subsídios retirados aos funcionários públicos.
Entretanto, estes escândalos vão surgindo, as cabalas são enunciadas e a PGR...nada de nada. No pasa nada.