quinta-feira, 5 de abril de 2012

A regalia da "marcha urgente" e a notícia que nunca existiu ...


J.N.

"Para o presidente da Automóvel Club de Portugal, Carlos Barbosa, o comportamento do ex-presidente da República foi "inaceitável" a vários níveis. "Não deu o exemplo e disse que seria o Estado a pagar, pelos vistos, em tom mal educado".

Manuel João Ramos, da ACA-M, condena de forma veemente a conduta "anti-social de Mário Soares" e explica que é preciso legislar no sentido de tornar cúmplice o político, para que não recaia a culpa no motorista, como sucedeu no caso Mário Mendes. Soares também era conduzido por motorista. "Afinal, quando se pode considerar marcha urgente e colocar em risco a vida dos outros?".

Utilizam o regime de excepção viaturas oficiais, ambulâncias, equipas de futebol, concretiza a ACAM. O princípio que o justifica - a segurança - baseia-se na ideia de que a alta velocidade pode evitar atentados. Não foi possível obter reacção, em tempo útil, de Mário Soares e um esclarecimento da parte da Autoridade Nacional Segurança Rodoviária."

Os políticos, só por o serem, não estão abrigados a qualquer lei que os inclua em veículos prioritários. Não era o caso concreto de Mário Soares e não o era sequer noutros casos mediatizados.

A "marcha urgente", termo militar para designar uma excepção por motivos de segurança, ou outros, não se aplica a casos desses. Era o que mais faltava!

O Público de hoje não dedica uma única linha ao assunto. Não é vergonhoso: é apenas escandaloso e sinal de censura pura e simples. A pior de todas que é aquela que se impõe nas redacções.

Também o assunto Descoings é caso desconhecido para o Público. Que vergonha! Que insensatez redactorial! Que destino trágico para um jornal.

5 comentários:

zazie disse...

Uma completa anormalidade ir a perto de 200 à hora e em viatura do Estado.

zazie disse...

Mas é pena não contarem detalhes do modo como ele reagiu. Sempre foi muito malcriado para toda a gente.

Floribundus disse...

ia a fugir do fascismo actual

Streetwarrior disse...

Oh..lembram-se do caso do Major Valentão? Que ao ser Multado por ter estacionado indevidamente, agarrou-se ao braço do PSP que o multava aos gritos.
" Você sabe quem eu sou? Eu fodo-lhe a vida C####LHO, seu merdas...ponha-se a andar daqui pra fora senão eu arrebento consigo "

E o Exº Sr Dr Prof Mario Soares tamém não é o seu 1º episodio, relembro-me de certa vez onde descia a calçada da Ajuda a assoprar e maltratou os GNR´s que o mandaram parar, chamando-lhes de tudo.
E o Exª Dr Prof Anibal cavaco Silva que despediu um porteiro do Hospital quando era 1º-Ministro só porque lhe pediu identificação como pedia a todas as pessoas na conduta do Seu trabalho!

Esta gente...não é Imortal...são Imorriveis e nós...bem, nós temos que levar com esta falta de exemplo., vinda depois como chamadas de atenção, de tão nobres moralistas.

Zé Luís disse...

Jose, creio que nenhuma notícia indica o motivo de tal pressa, a tal urgência para justificar a velocidade.

Ora, eu sei a razão. Só ainda não sei se, afinal, o homem chegou ao destino para o qual tinha muita pressa em chegar (previa-se as 19 horas).

Não sei se, após o incidente e cassada a carta ao motorista já que a multa não era paga, o carrão estadual deu meia volta e a palestra ficou por fazer ao fim do dia.

Alguém conduziria o carro a bom porto?

Finito, Fernando Esteves