Passos Coelho à Veja:
"Os desequilíbrios existentes em Portugal são resultado de más decisões tomadas por nós mesmos. Usámos mal o dinheiro, seleccionámos mal os projectos de obras públicas, aumentámos os impostos, não abrimos a economia. Os líderes europeus não agravaram os nossos problemas, pelo contrário, ajudaram-nos", afirmou Passos Coelho à revista "Veja", distribuída no sábado no Brasil.
Agora só falta dizer quem errou. Dizer concretamente se foi a ou b, porque não foi o povo quem errou, tirando o pormenor das eleições...
Por exemplo, dizer qual o papel dos Cravinhos, Constâncios, Guterres, Sócrates, dos lados dos socialistas; Cavaco, Barroso, Santana, mais os seus mágicos ministros, do lado dos social-democratas.
E do lado da sociedade civil, o inefável Ricky. Espírito Santo, entenda-se.
Apontar nomes tem um efeito: ajuda a clarificar os erros e a evitar que os mesmos voltem a errar. E tem uma função que a nossa sociedade carece: responsabilizar politicamente, ou seja, a famosa responsabilidade que nunca opera porque as eleições mascaram sempre o efeito.
Por isso mesmo temos sempre os inevitáveis Assis, os Costas do castelo de cartas, os Marques Mendes e tutti quanti.