sábado, 10 de janeiro de 2009

A Educação de Lídia Jorge

O artigo de Lídia Jorge, no Público de sexta-feira, sobre a "Educação: critérios da excelência", é um dos artigos mais notáveis que me foi dado ler, sobre a Educação em Portugal. Resume, em duas ou três ideias básicas, os males intrínsecos do sistema de avaliação de professores, da carreira docente e do ensino em geral, incluindo a prestação da ministra.
Devia ser de leitura e exegese obrigatórias no ISCTE, durante o ano lectivo, aos doutorandos.

Lídia Jorge sabe escrever bem e começa por lembrar o paralelo que se tem feito entre o governo Thatcher e a sua luta contra os sindicatos e o actual ministério da Educação que parece querer seguir-lhe as pisadas firmes, no convencimento de que com a teimosia há-de porfiar o resultado.

E aponta uma ideia certa: a da identificação da excelência no ensino e nos professores em particular, como objectivo meritório de qualquer governo, mesmo deste que a tal se propôs no início e errou a trajectória durante o percurso. Por incompetência.

O resto do artigo, segue nesta imagem que se amplia com um clique para ler com proveito.


3 comentários:

Tino disse...

Apesar de muito crítico, o José é um optimista: Ainda acredita que no ISCTE se sabe ler e fazer exegese.

Cá para mim aquele grupelho de ignorantes inúteis apenas sabe engolir e vomitar teorias da treta para não lhe chamar de merda (por boa educação)...

aviador disse...

O texto é muito interessante.
Tem muitas verdades.
Mas não me pareceu, numa primeira e rápida leitura que apontasse qualquer alternativa para a má avaliação proposta pela ministra.

Porfirio Silva disse...

Acho muito "interessante" que tenha omitido o ponto 1 do texto de Lídia Jorge - e que lhe tenha dado um "resumo" que seria reprovado, como resumo, em qualquer disciplina de língua.
Mas não lhe parece demasiado evidente, cortar assim o ponto 1?