terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Freitas cor-de-rosa

Freitas do Amaral está na Sic-Notícias a falar sobre a situação política.

"Nunca estivemos tão bem, como agora, para responder a esta crise", já disse. Para continuarmos, este governo é que é.

Sobre o Freeport, nada de novo encontra, até agora. Não há nada de nada. Apenas a cabala do costume, segundo Freitas.

Sobre o primeiro-ministro não poupa nos elogios: "um prestigiado primeiro-ministro com mestrado em gestão". E disse isto sem ponta de ironia...o que se compreende porque Freitas do Amaral considera-o "corajoso, competente, capaz de fazer as reformas que nunca se fizeram por cá."
Aliás, o nome de José Sócrates foi indicado por Freitas do Amaral para estas funções, para "nos libertar da mediocridade reinante". Esta é de gargalhada.

Está tudo dito acerca de Freitas do Amaral. Marcello Caetano já nem se revolve na tumba. Encolhe os ossos.

10 comentários:

Segismundo disse...

Notei que desde um certo gate há poucos anos atrás assistimos a uma inusitada e meteórica aproximação do Prof. Freitas à irmandade rosa.
Se está relacionada ou não,não sei.
Que não é nada consentânea com todo o seu passado..lá isso não é.

Tino disse...

E também tem uma pós-graduação em engenharia sanitária, muito útil para esconder a muita m**** que tem feito na vida...

Felizmente para este submundo há sempre um Freitas do Amaral...

E ainda há a cantilena das contas públicas em ordem.

Freitas poderia saber isto:

Nos últimos 4 anos, o nível de vida dos portugueses deteriorou-se face à média europeia, tendo passado de 74.7% em 2004 para 73.9% em 2008; no mesmo período, o défice externo subiu de 6.1% do PIB para 9% e, entre 2004 e 2007, a dívida externa disparou de 64% do PIB para 90%, tendo o endividamento das famílias e das empresas subido de 78% para 91% do PIB, e de 99% para 114% do PIB, respectivamente.

O défice público, que atingia 3.4% do PIB em 2004 e atingirá 2.2% em 2008, foi reduzido à custa da quebra do investimento público (-0.8 pontos percentuais do PIB) e do aumento da carga fiscal (que passou de 34.9% para 37.5% do PIB), pois os gastos correntes do Estado, excluindo juros da dívida pública, até aumentaram (encontram-se em 40.2% do PIB, contra 39.3% em 2004): uma evolução não sustentável.

Tino disse...

Se não tomasse o homem por honesto em termos de dinheiros públicos, diria que depois desta entrevista Freitas não merece apenas umas luvas. Merece um guarda-roupa inteiro... Ao que este homúnculo se presta, e por tão pouco.

hajapachorra disse...

Vai por cá uma pandemia de doenças neurológicas. Já desconfiava. Há muito tempo. Boa, muito boa, a cacetada que os do 31 deram na falcatrua encomendada à OCDE. Esta senhora, se existe, devia pôr em tribunal o mitómano de Maçada.

volátil disse...

Há pouco, mas ainda há algum Tino.
Vou já imprimir esses números e mandá-los por correio a todos os cretinos que conheço.

água na boca disse...

Sim, esta noite informativa da Sic-Notícias foi de bradar aos céus, primeiro com o bastonário da ordem dos advogados (no jornal das 9) a defender os amigos socialistas (Ferro Rodrigues, Jaime Gama e, presume-se, Sócrates) e depois com Freitas do Amaral, a lamber o rabo do governo. E as costas, ai as minhas costas. Pois é, quem não tem boa postura tem o que merece.

Tino disse...

água na boca:

Que trio!

Jaime Gama e Ferro Rodrigues acusados pelos miúdos da Casa Pia...
Sócrates, um trapaceiro de assinaturas, diplomas e luvas.

Todos eles safos dos tribunais e da jaula onde deveriam estar...

portolaw disse...

José,

Foi confrangedor.
Que degradação moral.
Que pena.

josé disse...

Tino:

Embora compreenda a sua indignação, mais vale refrear os ânimos no circo de feras. Algumas andam com sede de sangue e a primeira vítima que lhes aparecer, zás!

Tino disse...

Caro José

Se é sobre Freitas do Amaral o pior que poderia dizer sobre a sua conduta política já a seu tempo deixei estampado nas páginas de um jornal nacional e em não sei quantos regionais e locais, sem pseudónimo.

Se é sobre Sócrates, ele e a camarilha dele já perceberam no Caso Balbino que não convém mexer muito na porcaria, porque o mau cheiro acaba por se espalhar.