quinta-feira, 15 de março de 2012

Haja decência!

Escreve João Miranda no Blasfémias:

Privatizar a EDP com a intenção de sinalizar uma abertura ao investimento estrangeiro e de seguida criar um imposto especial sobre a EDP (como pretendia o ex secretário de Estado) sinaliza oportunismo, falta de rumo e navegação à vista. O que se está a dizer aos investidores estrangeiros é mais ou menos isto: “invistam cá que a gente já inventa um imposto para vos depenar”. É isto que está em causa desde o início nesta polémica.

Não, não é nada disso que está em causa. Teria sido bem melhor renegociar antes da privatização parcial, mas ainda assim, continuar sem o fazer significa que o Estado pactuou e assentou praça numa burla autêntica.
O "imposto para depenar" seria apenas a correcção de uma "imparidade" que qualquer investidor sabe ser um risco de negócio. Quem investiu agora, pretende maximizar ganhos, mas não pode querer esses ganhos à custa de um ludíbrio que penaliza todo um país apenas em benefício de uns tantos investidores accionistas.
Ontem, um alto quadro da Goldman Sachs, em Londres, acusava publicamente a empresa financeira de ter perdido o senso moral e de estar corrupta, no segmento dos investimentos em produtos financeiros de alto risco.
Quem pactua com a imoralidade que representa o negócio da EDP com o Estado português, apoiado e sustentado pela actual administração, perdeu esse senso moral mínimo.
Hja decência!

14 comentários:

Mani Pulite disse...

Os Portugueses foram burlados sem dúvida.O Estado que se diz Português não,porque a sua essência é ser burlão ou mais exactamente mafioso.Venham,venham,invistam.Vamos em conjunto depenar os palermas e encher os nossos bolsos!

Álvaro Queirós disse...

mas, mais grave é existirem "Joões Mirandas" por ai a propalarem escritos desse nível,,, depois, bem depois ficamos como estamos, depenados e ainda por cima, como diz o fabuloso gestor "Mexia", enganados porque ele é serio.... PP, FP

peço desculpa peloa palavrões, mas, um destes dias é a bomba...

PatoAlgemado disse...

Ler o João Miranda ou o Pedro Arroja é como ouvir anedotas. A gente ri-se e não leva a mal. Sabemos que aquilo não tem nada a ver com a realidade.

Ricciardi disse...

clap clap clap.

O Joao Miranda sofre de um síndrome ideológico. Um legalista da forma sobre a substancia.
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Pelos vistos interessa-lhe o principio de que os contratos estabelecidos tem de ser cumpridos.
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Pois bem, os contratos estabelecidos de boa-fé, sem clausulas leoninas e elaborados sem a suspeita de compadrios, corrupção e favorecimento, devem de facto ser cumpridos.
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O problema é que estes contratos PPP são o contrario.
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Na minha modesta opinião, nem sequer se devia dar hipotese de esgrimir argumentos juridicos em tribunal. Tenho a sensação clara de que, o engenho dos advogados, e o comprometimento de algumas peças do xadrez da justiça portuguesa estarão comprometidos com o poder.
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É por demais evidente, sem que tenha que se recorrer à Justiça de que aqueles contratos enfermam de abuso e, de certa forma, uma burla gigantesca ao povo; se não for por outra razão, a moral e a ética tem que se sobrepôr às leis e não estas àquelas.
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Ainda acredito em algumas pessoas ligadas à justiça. Acredito que existem juizes honestos. Mas é uma Virtude que, crescentemente, tem vindo a decair naquela classe profissional.
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O meu saudoso pai, dizia-me várias vezes, os juizes Ricciardi são pessoas, são pais, são mães, estão sujeitos às coisas comezinhas da vida comum; os seus filhos também tem que ter emprego num banco ou num ministerio ou numa boa empresa...
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Aprendi ( e testemunhei) que, na realidade, são passiveis de serem influenciados e conduzidos.
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Vários juizes tem suspendido as suas funções em Portugal, licenças sem vencimento, para rumarem a cargos em Angola. Em bancos e empresas diversas. Até conheço alguns. E quero muito acreditar que estão aqui porque, enfim, apenas pretendem melhorar as suas vidinhas, sem qualquer contrapartida em decisões judiciais anteriores.
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Mas algo em mim me diz que não. Que sou ingénuo. Não sei, mas era engraçado traçar e rever julgamentos efectuados com as actuais entidades patronais. Há mulher de césar...
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Rb

Carlos disse...

José,

Ontem a SIC N, transmitiu um programa excelente sobre a EDP e as suas rendas - Negócios da Semana.

Carlos disse...

Aviso à navegação comunista.

O Jerónimo de Sousa, que se cuide. Porque, no póximo congresso comunista corre o risco de ser substituido no cargo pelo camarada Mexia.
Recém nomeado, representante e controleiro do Partido Comunista Chinês em Portugal. Dizem as más linguas, que o dito, já dorme com o livro vermelho à cabeceira.

Jorge Oliveira disse...

O compromisso do governo de Passos Coelho com o Partido Comunista Chinês pode ser muito respeitável, mas há um “pequeno detalhe” que é inultrapassável : o governo português tem um compromisso anterior e muito mais rigoroso com o povo português !

E a verdade é só uma : o povo compreende que o seu governo passe por cima de compromissos com outros para o defender, mas jamais aceitará que respeite os compromissos com outros para o sacanear...

zazie disse...

Assino por baixo tudo o que o morgadinho da cubata disse.

Os netontos do Blasfémias também atingiram o grau zero da decência.

No outro dia, um dos outros morcões, fazia contas e achava que mais valia despedir funcionários públicos que tocar nos vigaristas das PPPs.

Porque, contas feitas, ainda se sacava mais a quem não tem culpa de nada- são mais que os culpados

":O))))

zazie disse...

Bem, tudo tudo, não. Mas quase tudo

ehehe

Floribundus disse...

'tudo isto existe,
tudo isto é triste
tudo isto é fado'

falta a Maria da Fonte
«com uma espada à cintura
para matar os 'cabrais'»

AF disse...

Há já algum tempo que não leio nada no Blasfémias. Não é que não tenha capacidade para enfrentar opiniões diversas ... é só que me dá vómitos, ultimamente.

Mas este post aqui "motivou-me" a ir lá ler o tal post referido. E fiquei mais descansado. Nos comentários, acho que não há um que não desanque no JM. Até o anti-comuna lhe dá no pêlo! :D

Mas sinceramente, a argumentação do JM é, para além de desonesta, muito básica e fraquinha. Levanta um homem de palha (imposto especial sobre a EDP) pra desatar à porrada no dito. E argumenta contra os possíveis sinais que o governo daria (falta de honestidade), sem sequer perceber que o maior sinal de falta de honestidade é o seu próprio argumento.
Muito, muito mau.

zazie disse...

O JM é o sushi do Blasfémias. Gosta de parecer exótico, apesar de cheirar a morcão à distância.

zazie disse...

Mas ele nem disse nada de novo- anda com esta treta escolástica há séculos. Foi só uma variante do mesmo.

Agora o outro morcão (confundo sempre as iniciais- CL ou LR) ainda foi mais idiota.

Esse tosco nem a brincadeira escolástica chegou- foi mesmo contas de mercearia onde a mais básica noção de justiça empata.

Neotontismo é assim- vivem da cartilha e gostam muito de mostrar que a burrice também não tem Pátria.

Álvaro Queirós disse...

e pá Zazie, isto aqui não dá para "likes", mas o seu último comentário, já me fez rir e muito, certíssimo...