terça-feira, 20 de março de 2012

A loja OSCOT

O que é o OSCOT? Isto:

O OSCOT - Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, é uma entidade sem fins lucrativos de carácter associativo, independente do poder político e dos órgãos de soberania. Assume-se, assim, como uma entidade da sociedade civil mas com fins públicos, preocupada com os assuntos da Segurança nas suas várias vertentes, sobretudo com a segurança individual, enquanto valor fundamental associada ao direito à liberdade.

É uma associação "preocupada com fins públicos". Tem sede na Universidade Nova e é uma loja maçónica pura e simples, talvez sem aventais e rituais, mas essencialmente maçónica. Porém, tal não consta dos seus estatutos, o que é um logro.
A esmagadora maioria dos membros do OSCOT ( clicar na imagem e ler os nomes, alguns deles ingénuos que compõem o habitual ramalhete) pertencem ou pertenceram a lojas maçónicas e é porventura esse denominador comum que os congrega nessa loja supra numerária. Todos ou quase fizeram parte de instituições do Estado e resta saber se o fizeram porque eram das lojas ou entraram nas lojas durante e depois. Tanto faz. Politicamente o que parece, é. Por isso está tudo dito.

Será isto um escândalo? Nem tanto se não lhe deram importância. Porém, o OSCOT assume "preocupações". Evidentemente uma delas, porventura a mais importante é a posição dos seus peões de brega nas instituições do Estado que se ligam à Segurança da Nação. O OSCOT é uma antecâmara sem qualquer legitimidade democrática para intervir politicamente, para além do associativismo corrente e que ostenta pessoas, nomes e funções para o Estado e a Segurança do dito, um dos sectores que confessadamente mais os preocupam.
Porém, quase ninguém liga e os que ligam dão pouca importância e desvalorizam o assunto. Condescendem. Democraticamente isto é um quisto, porque estas pessoas querem confessadamente intervir na res publica, agregando nomes que se interligam a serviços secretos, espionagem e segurança interna, forças armadas, mas tanto faz. O que está em causa é o exercício do poder fáctico e no caso, fora do esquema democrático porque resultante do tráfico de influência lobbysta e maçónico. Não em modo criminalmente relevante mas pelo mais prosaico "sistema de contactos".
A actividade dos serviços secretos e de segurança do Estado está limitada por lei e cingida a princípios que lhes impedem um número de actividades que por não serem devidamente sindicadas devem ser limitadas. Precisamente por isso e uma vez que a função de Segurança do Estado carece por vezes de actividade "subterrânea", inconfessada democraticamente, mas atentatória da reserva da vida privada e outros campos mais delicados da vida em sociedade, atrai a curiosidade e o interesse de organizações privadas "preocupadas" em demasia com a sociedade e os poderes públicos. A maçonaria é, confessadamente uma delas. A OSCOT congrega mações de várias proveniências. Para quê? Ela o diz: "preocupada com os assuntos da Segurança nas suas várias vertentes, sobretudo com a segurança individual, enquanto valor fundamental associada ao direito à liberdade."
Concretizando, o que significa isto? Saber e poder, apenas. Poder e saber, tão só. Saber para poder, por junto. Poder de saber, em separado. Paralelo aos SIS, aos SIED, aos PJ´s às PSP´s e GNR´s, instituições democráticas, controladas pelo poder democrático. Com poder, evidentemente. O poder de saber e o saber do poder. Mas não para um poder em separado e muito menos para um saber conjunto com vista a um poder.
Daí o quisto democrático...

Há quem diga e tal foi agora dito que é uma loja, mais uma, do PS. Talvez sim e talvez não. É certamente uma loja central. A sua maior perversidade é ser uma loja aberta que produz relatórios. Em prol do bem comum...e não é uma loja do tipo das do Pingo Doce, como a Fundação Soares dos Santos, apesar de também almejar a ser grande superfície.

O cretino do Expresso que denunciou a loja Mozart, como um esquema de conquista de poder, por simples motivos de concorrência comercial, tinha mil vezes mais razões para denunciar esta loja aberta, mas não o fará.

6 comentários:

lusitânea disse...

Um lindo observatório.Muito internacionalista-humanista afeiçoador de pedras brutas para saírem obras de arte.É o caso da nossa segurança.Entra quem nos escolhe e eles lá estudam a maneira mais rápida de os nacionalizar e sentar na mesa do orçamento.Pá têm já 500000 listados no SEF.Por acaso gostaria de ver uma auditoria às "nacionalizações".Quer-se dizer para ver se no processo estão todos os papéis necessários e se foram devidamente vistoriados.
Em tempos descobriram a pólvora ao distribuirem RSI´s(RMG) para não termos crime...
Bem mas com tanta massa cinzenta e com tanto lustre que metam uma cunha para me dizerem quantos salvaram em 2011.Is´to é quantos nacionalizaram.
Mas como técnicos do maior gabarito lembrem-se de Madrid,de Londres, do caso Norueguês, agora do Françês e já agora dos assassinatos pelos nazis alemães.Com uma lista tão longa Portugal está ou não a ficar para trás?

lusitânea disse...

Já agora quando fizerem um piquenique o Chaves sabe assar muito bem cebolas...

Floribundus disse...

os filhos da viúva do largo dos ratos estão aqui a fazer proselitismo com novo esquema.
provavelmente tipo P2
actualmente o avental serve apenas para tapar a braguilha.

Luis disse...

A promiscuidade continua. Nada de novo.
Ninguém aprende com as asneiras. Ou então a subserviência a este tipo de grupos é tal que fazem todos orelhas moucas e assobiam para o lado.
Até aqueles que ainda ontem condenavam esta situação regressaram feitos filhos pródigos pedindo a bênção do padrinho.
Maçonarias – policias – secretas – universidade … e políticos
Está todo o caldo feito. E não é a sopa da pedra porque esta ainda não está “polida”, mas faltará pouco. Mais esquadro e ficará tudo aprumadinho.
A democracia no seu esplendor. Mas a grega, porque é só para alguns.
A outra democracia é como a história. É só para burros… de carga.
Isto já cheira tão mal…

N disse...

Isto é apenas a continuação do terrorismo de estado.

Organizações terroristas como são a maçonaria a usar meios estatais para perseguir patriotas deste País.

Terrorismo estatal gera resistência radical...

Legitima diga se...

Streetwarrior disse...

Mas Floribundus....a P2 não foi "mais " uma teoria da conspiração?
Já agora, qual a diferença para a OSCOT ? Se calhar é porque " ainda "não sabemos mesmo para o que serve...senão, as comparações não seriam tão absurdas!