sábado, 28 de maio de 2011

O "selo" deste regime


Maria Filomena Mónica, numa pequena crónica no Expresso de hoje, escreve que em dois selos da actual República portuguesa, apostos em embrulhos que recebeu, alguém não identificado ( mas os CTT tiveram por lá, até há bem pouco tempo um falso licenciado, despedido para paragem incerta e amigo de Paulo Campos, filho de outro socialista de gema, António Campos) permitiu que ficasse escritas coisas como esta:

" História das Liberdades. Em 1910 a notícia da implantação da República foi acolhida com manifestações de entusiasmo popular" e ainda " História das Liberdades. Na República portuguesa cada um é senhor de conduzir o seu destino, o que merece ser festejado."

E porque ficou admirada com estas frases, Mónica escreveu a seguir: " Durante a Monarquia, a República significou quatro coisas: " bacalhau a pataco, o derrube da "tirania", a "expulsão da reles canalha da batina" e o sufrágio universal. Era isso que a propaganda prometia. Depois, embora o rei tivesse desaparecido e os padres fossem humilhados, nem a alimentação ficou mais barata, nem os trabalhadores puderam votar em maior número, nem as liberdades aumentaram. Dois meses após a queda do regime monárquico, quando ingenuamente os operários começaram a reivindicar uma vida melhor, a República promulgou uma lei restritiva das greves, que passou à História como o "decreto-burla". A mudança tão pouco favoreceu a participação política. Uma vez no poder, os republicanos perceberam que, se dessem o voto a todos os portugueses, seriam derrotados, uma vez que os camponeses jamais votariam neles. Daí a lei eleitoral de 1913, a qual, a pretexto de combater o "caciquismo", retirou o voto aos analfabetos, ou seja, à maioria da população." (...) A abstenção que em 1911 fora de 13% subiu , em 1919, para 80%. Há pior: a República começou a prender indivíduos sem os julgar. Em meados de 1912 existiam 2382 presos políticos, muitos deles operários que haviam participado na greve geral de Janeiro desse ano."

E conclui assim a articulista: " Em suma, a República não respeitou as liberdades. Quem escreveu isto não sabe o que diz."

Comentário: "quem escreveu isto" são os representantes exemplares do regime que temos. Deste socialismo democrático, herdeiro da República de antanho, jacobina e apostada em reformar tanto e tão depressa que então acabaram todos reformados em 1926. Afonso Costa, o jacobino-mor foi obrigado a fugir. A religião, ao contrário do que prometera não acabou e até se fez uma Concordata a seguir.

Actualmente, não é preciso ser demasiado inteligente para entender que o espectro da bancarrota que nos assola é obra desses herdeiros jacobinos. E mesmo assim contam ter mais de 30% dos votos nas eleições do próximo Domingo, daqui a uma semana.

O "destino" que asseguram ser propriedade de cada um é um logro, um embuste e uma ment
ira. Se há característica típica desta mentalidade é a da Mentira. Permanente.

Na imagem abaixo, tirada do i de hoje, o herdeiro dilecto de Afonso Costa, em campanha para as "europeias" de 2009, prestes a levar cachaços da populaça. Tal como Afonso Costa, Vital fugiu para a Europa. O jacobinismo é assim: corajoso até que chegue a fase dos cachaços...

4 comentários:

Ljubljana disse...

Caro José,

A incompetência pura tomou conta deste país. O mal já é de longa data, desde os idos dias de Abril. Mas o polvo vai-se auto-estimulando, como é o caso deste iluminado, falso gestor da economia privada, que no dia em que lhe faltarem os ajustes directos não vai saber o que fazer à vida dele.

«Salgado diz que políticos "têm remunerações muito baixas"» Jornal de Negócios

http://blasfemias.net/2011/05/28/sera-que-este-pais-nao-tem-emenda/

JC disse...

São falsos gestores,falsos engenheiros, antigos empregados bancários promovidos a administradores ocultos...

Este País está transformado num embuste.

PS: Não conhecia Maria Filomena Mônica.
Mas vejo que tem lucidez e coragem para ter escrito um artigo desses, que me admiro como passou no "lápis azul".

Wegie disse...

Faltam hoje em dia alguns dos heróis esquecidos da 1ª República:

O Ai-Ó-Linda que com um par de estalos acabou com a mais breve experiência governativa do país, o Governo dos 5 Minutos. E o Dente Douro que abateu o malandro do Granjo à porta de casa.

Carlos Medina Ribeiro disse...

A crónica de M.F.Mónica (com 'link' para este 'post' da Porta da Loja) pode ser lida (e também comentada) no blogue em que ela é colaboradora - ver [AQUI].

Finito, Fernando Esteves