domingo, 8 de maio de 2011

A semiótica familiar lusa

Estas duas imagens estão publicadas na Flash desta semana em páginas seguidas e comparadas. A da esquerda mostra um indivíduo que é primeiro-ministro em ambiente furtivo, " a pensar na vida no luxo algarvio" e com o filho, única companhia no "luxo", tapado pela desfocagem voluntária do instantâneo. As fotos, obviamente, não são da autoria do fotógrafo oficial, Ricardo Oliveira, um brasileiro que se fidelizou na função desde 2005.

À direita, em imagens completamente diversas mas de significado preciso encontra-se o eventual futuro primeiro-ministro, acompanhado da mulher e também de uma filha e outra familiar, de rosto descoberto, sem desfocagens dos familiares e com título a condizer: "dias de família em Odivelas". E mais: "O líder do PSD ficou em casa na Páscoa e não faltou ao espectáculo musical do cunhado."

Mais palavras para quê? O recado está dado. Mas mal. Nestas coisas ou há espontaneidade , mesmo preparada, ou perde-se a essência da mensagem autêntica.
A "vida de luxo" do farsante da esquerda não é esta. E a vida familiar do da direita devia interessar menos que isso. Porque é privada e assim devia continuar.

3 comentários:

JC disse...

Alguém me sabe dizer que escola frequenta o filho do Socratino?
Deve ser uma escola pública, seguramente...

Wegie disse...

Os dois filhos frequentam o Colégio Alemão. Privado.

josé disse...

E já agora como informação disponível no TC, os gastos com educação por causa disso elevam-se a 880 euros por mês. Já foi noticiado.

O CM descobriu os ciganos!