sexta-feira, 27 de maio de 2011

A degradação do Ensino é para continuar

Segundo o Público de hoje ( reincidi) o "Ministério quer Escolas Superiores de Educação a formar docentes do secundário".

As ESE são um outro logro do ensino público que temos. Segundo o jornal, a actual ministra da Educação, Isabel Alçada "foi uma das impulsionadoras das Escolas Superiores de Educação constituídas a partir dos anos oitenta".

Até agora, as ESE só formavam professores para o ensino do 1º e 2º ciclos ( e educadores de infância). Por exemplo, na disciplina de Matemática, os professores aí formados só tiveram matemática até ao 9º ano. Depois vão para o básico ( 1º e 2ª ciclos) ensinar matemática...o que está bom de ver, para quem quiser, que tal situação de facto é catastrófica e um dos motivos apontados para deficiência e dificuldade de aprendizagem dessa disciplina, pelos alunos desses ciclos.

Estas constatações ( francesismo à parte) são básicas, de senso comum. Mas...quem pediu tal coisa a responsáveis pelo Ministério da Educação? Já alguém ouviu discursar a ministra? E a que a precedeu, a senhora dona Lurdes?
Estamos como estamos por algum motivo e um dos principais está aqui, à vista de todos. Menos dos que deveriam ser responsáveis por esta calamidade.

4 comentários:

Floribundus disse...

não me interessa nem cor nem o sexo das pessoas
estas duas lástimas são o pior que podia ter acontecido à instrução em Portugal
vejo essa 'iscola' da minha janela. cheira a desastre

os analfas adoram títulos de sr. prof dr., mestre de qualquer coisa. até na maçonaria onde sou mestre dos altos graus.

Wegie disse...

José,

A situação é pior do que descreves: As ESE também formam professores para o 3º Ciclo.

paulo disse...

"Por exemplo, na disciplina de Matemática, os professores aí formados só tiveram matemática até ao 9º ano"? Então não têm de ter matemática até ao 12º ano? qualquer professor de matemática ou educação física, como é o meu caso, teve de obrigatoriamente fazer o 12 ano de matemática e fazer exame

José Domingos disse...

A esquerda, tem que continuar a "formar", os dependentes do estado, do futuro.
Já são mais de seis milhões.